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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Os 15 maiores problemas do Jaboatão dos Guararapes

 Por James Davidson




Aproveitando que estamos no período eleitoral, e como profundo conhecedor do Jaboatão dos Guararapes, seus diversos bairros e comunidades, sua história e sua paisagem, seus problemas e dificuldades, decidi fazer uma matéria sobre os principais problemas do município. Os problemas a serem listados a seguir não estão obedecendo a nenhuma ordem hierárquica, ou seja, o primeiro não quer dizer que seja mais importante que o décimo. Também não são os únicos problemas existentes no município. Todavia são aqueles que de acordo com minha experiência estão entre os mais importantes.
Como não é do meu feitio apenas apresentar os problemas, aproveito a oportunidade para sugerir intervenções a fim de solucioná-los ou, ao menos, amenizá-los.


1 - Integração Viária- Jaboatão dos Guararapes é conhecido como município da Integração Nacional. Isso é devido ao fato da vitória contra os holandeses ter permitido a integração do Nordeste ao restante do país. Apesar disso, o território do município é bem pouco integrado entre si, havendo poucas vias de acesso entre os diversos distritos ou regionais - Prazeres, Centro, Praias, Curado, Cavaleiro, Muribeca e Guararapes. Basta uma olhada simples num mapa do município que se verá a dificuldade de ir, por exemplo, dos Curados até Prazeres (muitas vezes tendo de sair de Jaboatão para poder fazer esse percurso. A verdade é que Jaboatão é muito mal integrado e isso tem favorecido o sentimento de fragmentação identitária e política do território. 
Entretanto, é possível perceber no mapa algumas possíveis intervenções que ajudariam a diminuir esse problema. Por exemplo, o acesso direto de Cavaleiro para Prazeres poderia ser muito melhor se houvesse uma comunicação entre a Avenida Manuel Carneiro Leão, em Dois Carneiros, até o bairro de Marcus Freire (contíguo a Dois Carneiros sendo separado apenas pela linha férrea), evitando assim o complicado e enladeirado caminho usado atualmente (que passa pelo Loteamento Grande Recife, Monte Verde e URs). Dessa maneira, de Marcus Freire já seria possível chegar ao Eixo de Integração de forma bem mais rápida.
A Rodovia Eixo de Integração foi construída na época de Geraldo Melo, em 1979, sendo um grande facilitador do acesso entre Jaboatão Centro e Prazeres, anteriormente sendo feito apenas pela BR 101. Atualmente, além dos frequentes abandonos por parte das autoridades (que deixam essa rodovia na escuridão noturna, sem falar nos buracos), o Eixo de Integração já deveria ter sido duplicado há muito tempo, tendo em vista o fluxo de veículos crescente e o espaço disponível para isso. Todavia, a falta de articulação política, de interesse e as disputas entre Estado e Município somente vem atrapalhando a situação dessa rodovia.
Ainda sobre o Eixo de Integração, é incrível notar num mapa do município como a ausência de alguns ramais tornam certos caminhos mais difíceis. Por exemplo, uma pequena ponte sobre um canal daria acesso aos moradores da UR 11 e UR 06 ao Eixo de Integração, via Marcus Freire. O motorista que vindo de Jaboatão Centro demandasse o Cabo poderia ter reduzido 10 km de percurso se a Estrada que parte detrás da sede da Regional de Muribeca pudesse prosseguir até o bairro de Comportas, bastando para isso a reconstrução da Ponte do Engenho São Bartolomeu. São coisas que ficam visíveis apenas observando o mapa do município.
Isso sem contar com duplicação da Estrada de Curcuranas e da rodovia ligando a Br 101 ao bairro de Piedade (passando por dentro de Cajueiro Seco). Tudo isso demanda, além de conhecimento e recursos, claro, vontade política.

2 - Saneamento - O saneamento básico é de longe um dos maiores problemas do município. Jaboatão dos Guararapes está em 94° lugar em saneamento básico do país, considerando as 100 maiores cidades. Portanto, entre as grandes cidades, Jaboatão está entre as 10 com pior saneamento. Não é difícil constatar isso quando se visita as localidades mais carentes da cidade. As consequências disso são o despejo do esgotamento sanitário direto nos cursos d'água - Rios Jaboatão, Tejipió, Duas Unas, Jordão, Lagoa Olho D'água e seus afluentes - resultando em doenças para a população. A Lagoa Olho D'água é, por exemplo, um dos maiores focos de esquistossomose do Estado de Pernambuco, pois é o destino final de todos os resíduos da região das praias e do extenso distrito de Prazeres.
Nesse caso não existe solução a não ser essa: um pesado investimento em estações de tratamento de esgoto pelo município. Infelizmente, ao contrário de outras obras, essa pauta não dá a visibilidade política que deveria junto à população, daí que os gestores preferem ignorar o problema que, no final vai se tornando cada vez mais grave.

3 - Patrimônio Histórico - Como não poderíamos deixar de destacar aqui, a Cidade do Jaboatão dos Guararapes tem um longo histórico de descaso com seu Patrimônio Histórico Cultural. Como já foi divulgado aqui neste site várias vezes, o Patrimônio de Jaboatão agoniza. A antiga Estação Ferroviária de Jaboatão Centro, fundada em 1885, berço do desenvolvimento da cidade, sucumbe ao tempo diante de todos que passam pelo terminal de ônibus. Se um prédio histórico dessa envergadura, localizado no centro da cidade, sofre ignorado pelas autoridades, que falar daqueles localizados em locais mais afastados - como os Engenhos Novo da Muribeca, Suassuna (antiga Usina Jaboatão), Duas Unas, Penanduba, etc. Falta uma política concreta de preservação do patrimônio que busque revitalizar esses bens, dando um uso social e cultural aos edifícios a fim de evitar a destruição de nossa memória.
Para solucionar esse problema, antes de mais nada, seria necessário que os gestores tivessem pelos menos o interesse em conhecer a História do Jaboatão. Como não conhecem, ou conhecem pouco, ignoram a presença de valiosos bens culturais em nosso município. O Engenho Suassuna foi o berço das Revoluções Pernambucanas de 1817 e de 1824. A Casa da "Tia Amélia" da música de Robertos Carlos está caindo aos pedaços. Enquanto isso, municípios como Moreno, com menos recursos que Jaboatão, conseguiu recuperar a antiga Estação Ferroviária, utilizando para isso recursos próprios. É uma vergonha que um município tão grande como Jaboatão não consiga fazer o mínimo!

A casa-grande do Engenho Duas Unas jaz em ruínas, tendo outros sido residência dos escritores Maximiano Campos e Renato Carneiro Campos.


4 - Meio Ambiente - A falta de saneamento tem repercussão direta sobre o meio ambiente. Em Jaboatão Centro os rios Jaboatão, Duas Unas e Manassu estão em precário estado de degradação, onde o lixo e o esgoto a céu aberto deixam a água escura e com um odor característico. A fauna sobrevive de forma valente no rio Duas Unas, apesar da intensa poluição que esse rio recebe, não somente residencial mas também industrial. Outro grave problema é o desmatamento. As áreas de mangue estão cada vez mais reduzidas na zona estuarina do Rio Jaboatão, em Barra de Jangadas, enquanto as Reservas de Manassu, Jangadinha e Mussaíba sofrem com invasões e pressão dos bairros vizinhos - Santo Aleixo, Socorro, Cavaleiro e Curados. Da Reserva de Salgadinho, na zona rural de Muribeca, somente restam fragmentos. A Lagoa Olho D'água seria um dos principais cartões-postais do município se não fosse o esgoto e a degradação ambiental que sofre esse importante ecossistema.
Jaboatão precisa efetivar várias ações em defesa do Meio Ambiente. Além de um projeto de Educação Ambiental que não fique restrito aos muros escolares, bem como a criação de estações de tratamento de esgoto (já citadas) faz-se necessário fortalecer as ações da Guarda Ambiental - Gama. Jaboatão poderia também criar algumas reservas a nível municipal, para salvaguardar algumas áreas de especial interesse ambiental. Entre essas podemos citar a Lagoa Olho D'água, o Aningal do Rio Jaboatão (localizado em Comportas onde existe jacaré de papo-amarelo), as cachoeiras de Muribeca (já sujeitas a invasões), o Morro da Macambira, Pedra da Onça (Engenho Rico, onde existem várias grutas naturais), Pedra da Baleia e as Grutas de Megaípe (essas já ameaçadas pela atividade mineradora).

Jacarés, Cágados, Capivaras podem ainda ser vistos nos rios Jaboatão e Duas Unas Foto: Pescador Soares


5 - Lazer - Outro grave problema de Jaboatão é a falta de áreas de lazer. Jaboatão não possui praticamente academias da cidade nem parques urbanos. Praças públicas são raras na cidade (exceto no Centro), principalmente em Prazeres e nos bairros mais novos. A atual gestão iniciou a construção de dois novos parques - em Prazeres junto a BR 101, e em Jaboatão Centro, no antigo Estádio Jefferson de Freitas - ações válidas, mas ainda tímidas diante da necessidade do município. A população dos Curados reivindica há anos a construção de um parque na área, notadamente no terreno ocioso pertencente a União entre as BRs 232 e 408. Muitos bairros não contam nem sequer com uma única praça e regionais como Cavaleiro, Centro, Curados, Muribeca, Guararapes e Prazeres são bastante carentes em áreas de lazer.
A Regional de Muribeca conta ainda com vários espaços ociosos onde deveriam ser construídos parques públicos e academias da cidade, antes que a expansão urbana acabe de ocupar por completo a área ao longo do Eixo de Integração. Em Jaboatão Centro, as áreas do antigo Engenho Duas Unas (onde a população já faz cooper na chamada "Entrada da Coca-cola"), o Campo da Bulhões, da Macaxeira, da Vila Newton Carneiro em Vila Piedade, entre outras, poderiam ser melhor estruturados como parques, com pistas de cooper, playground, quadras e academias. A área da Moenda de Bronze, constantemente açoitada pelas cheias do Rio Jaboatão, poderiam também ser revitalizada nesse sentido.

6 - Saúde - Uma das áreas em que a população de Jaboatão mais sofre é com certeza a área da saúde. A falta de médicos e de remédios nos postos de saúde tem sido uma constante diária na vida da população jaboatonense, notadamente da mais carente. Que adianta a construção de novos postos se os que existem não oferecem o mínimo de serviços médicos, odontológicos e de enfermagem? Além disso, Jaboatão reivindica há anos a entrega da Maternidade Rita Barradas, demolida em 1996 por Newton Carneiro, iniciada sua reconstrução durante a gestão de Elias Gomes e atualmente ainda não concluída. A UPA de Jaboatão Centro vive lotada e não dá conta da demanda por atendimento na localidade.
De início o mais urgente seria revitalizar os postos de saúde existentes, trazendo de volta os médicos e dentistas para o atendimento da população. Um programa de farmácia popular para oferecer medicamentos a baixo custo também seria interessante, mas o importante mesmo seria que a população mais carente voltasse a ter acesso aos remédios oferecidos gratuitamente nos postos. Além disso, a construção de UPAs municipais em algumas regionais ajudaria a melhorar o atendimento médico de alguns bairros. Por exemplo, uma UPA localizada no início do Eixo de Integração, em Muribeca, já seria um grande avanço para os moradores daquela regional e das vizinhas.
Outra necessidade é a construção de novos hospitais. Como a UPA de Jaboatão Centro não atende a demanda, um hospital municipal na região seria bastante oportuno. Jaboatão também poderia construir hospitais voltados para públicos específicos, como fez o Recife, tendo um Hospital da Mulher, Hospital do Idoso, Centro de Saúde do Homem, etc. A construção recente de uma unidade para atendimento veterinário em Massaranduba é uma iniciativa que merece ser reconhecida.



7 - Educação - Jaboatão teve nessa última década até alguns avanços importantes em relação ao IDEB, chegando mesmo a superar a Cidade do Recife em alguns anos. Todavia, persistem alguns problemas que não podem ser ignorados. Algumas escolas sofrem com problemas de infraestrutura. Conhecido mesmo é o caso da Escola Estelita Maria Mendes, em Muribeca, onde os professores tem que se deslocar diariamente entre dois prédios distintos. Os professores da rede municipal de Jaboatão também têm sofrido com a perda salarial ao longo dos anos, já que o município não tem dado o aumento salarial correspondente nos últimos anos, a tal ponto de já estar havendo uma perda relativa se comparado ao piso nacional. Sem falar na necessidade de um maior número de creches e da estrutura física de algumas escolas.
A solução nesse caso é simplesmente cumprir a Lei Nacional do Piso, recuperar a estrutura física das escolas, construir novas creches nos locais onde há maior demanda. Também seria interessante a construção de um centro de formação para professores em prédio próprio, com melhores acomodações para essa atividade.


8 - Segurança Pública - A segurança pública é responsabilidade principalmente do governo estadual. Isso não isenta o município, porém de efetivar algumas ações que visem a prevenção e a diminuição dos índices de criminalidade. Entre essas ações estão o monitoramento das principais vias, praças e locais públicos do município através de câmeras de vigilância. A Guarda Municipal deveria ser melhor estruturada devendo ter um maior número de postos fixos em locais estratégicos como praças, escolas e outros equipamentos públicos do município. Nossas praças têm se tornado ponto de venda e distribuição de drogas a céu aberto, durante o dia, à vista de todos, principalmente pela falta de monitoramento e policiamento. Muitas escolas já foram roubadas também pela falta de vigilância e de guardas municipais para fazer a segurança durante a noite. O Eixo de Integração da Muribeca tem sido alvo constante de assaltos durante a noite pela falta de iluminação pública, problema presente também em outros lugares. Sem falar das delegacias que funcionam em horário limitado, estando quase sempre fechadas no horário noturno e durante os finais de semana, justamente quando acontecem mais crimes.

9 - Cultura - A Cidade do Jaboatão foi historicamente um celeiro cultural onde vários artistas, poetas, músicos e outros atores culturais iniciaram a sua carreira e fizeram história. Infelizmente a maioria dos nomes artísticos de Jaboatão permanecem como grandes desconhecidos entre a própria população, pela falta de reconhecimento dos gestores da cidade em valorizar seus próprios artistas. Nomes como Benedito Cunha Melo, Simião Martiniano, Francisca Isidora, Amelia Brandão (A Tia Amélia da televisão), Alberto Cunha melo, Frei Jaboatão, Natividade Saldanha, Poeta José Gomes, entre outros, deveriam ser homenageados através de esculturas espalhadas pela cidade, à semelhança ao que outras cidades já fizeram. Além disso, os artistas do presente tem que praticar sua arte em outros municípios, porque não encontram em Jaboatão o apoio, o incentivo e o reconhecimento necessário que os valorize. Faltam programas públicos de incentivo a cultura com editais e projetos culturais dentro da cidade, levando a cultura popular de Jaboatão ao alcance de seus próprios moradores. Gastam-se milhões com shows de artistas de fora enquanto o artista local é esquecido. 
Apesar dos 4 séculos de história do município de Jaboatão, a cidade não possui um único museu que seja patrocinado pelo município. É um dever da prefeitura preservar a história da cidade e salvaguadar a memória histórica de Jaboatão para as futuras gerações. Tive a oportunidade de propor isso ao atual gestor, durante a abertura da Exposição "A Pátria nasceu Aqui", em 2017, no Shopping Guararapes, sendo todavia completamente ignorado. A Antiga Estação Ferroviária, caso recuperada, seria o local ideal para o Museu Histórico do Jaboatão dos Guararapes, tendo sido sugerido também o Espaço Memorial Miguel Arraes e os Montes Guararapes.



10 - Emprego e Renda - Sabemos que o problema do desemprego em Jaboatão é de escala nacional, fruto da crise política e econômica que se instalou no país, desde 2013. Todavia, algumas ações de caráter local poderiam ser feitas a fim de incentivar o crescimento econômico e a geração de renda. A capacitação profissional é um dos caminhos levando aos trabalhadores mais vulneráveis maiores possibilidades de encontrar um emprego. Outro caminho é o preparo e a capacitação dos trabalhadores ambulantes e autônomos, bem como um programa de geração de crédito popular para novos empreendedores. A revitalização e ampliação dos mercados públicos de Cavaleiro e de Jaboatão Centro, bem como a criação de novos mercados no Curado, em Cajueiro Seco e mesmo em Muribeca poderia ser uma nova fonte de emprego e renda para a população.



11- Trânsito - Os moradores do Jaboatão sofrem todos os dias com os constantes engarrafamentos que geram transtorno e stress para a população já nas primeiras horas da manhã. Sabe-se que existem alguns "gargalos" na cidade, ou seja, trechos que são bastante problemáticos, justamente porque o motorista não tem muitas alternativas a não ser seguir por aquele caminho. Sem sombra de dúvida o trecho mais problemático é a chamada "Entrada de Cavaleiro", onde todos os dias, a qualquer horário, inclusive nos finais de semana, filas e filas de carros se acumulam, pois não comporta a demanda de veículos que passam por ali. O problema é antigo e nenhuma solução foi tomada por parte da prefeitura até o momento. A saída do Eixo de Integração da Muribeca para a BR 101 é outra aflição para o motorista que tenta seguir para Prazeres, pois o fluxo de caminhões pesados no local atrapalha bastante a saída dos veículos comuns. Em Jaboatão Centro nos horários de pico os veículos se acumulam além da UPA de Engenho Velho, gerando transtorno na ida e na volta para o trabalho.
Algumas intervenções são urgentemente necessárias nessas regiões. Uma delas seria a abertura de uma entrada exclusiva para caminhões na saída do Eixo de Integração, bem como a duplicação dessa rodovia já atrás mencionada. Na entrada de Cavaleiro o problema é mais complexo, sendo a construção de um viaduto uma solução possível. No caso de Jaboatão Centro, seriam necessárias várias intervenções, como o alargamento da Ponte da Estrada da Luz (após o Senai), a extensão do binário até Engenho Velho e a construção de uma paralela da Estrada da Luz, que partindo da antiga Usina Bulhões alcançasse a BR 232 pela várzea do Duas Unas (daí a sugestão de Marginal Duas Unas para essa estrada), desafogando a antiga Estrada da Luz e livrando-a do trânsito de veículos pesados (que poderia ser feito pela nova estrada). Uma nova ponte para a Vila Rica pela Usina Bulhões seria necessário para desafogar a tradicional entrada de acesso para aquele bairro. 

12 - Turismo - Por fim Jaboatão dos Guararapes possui um potencial enorme para o Turismo, não somente de lazer, mas também Histórico, Cultural, de Aventura, Rural, de Negócios, etc. Entretanto, o turista que visita a cidade se quer sabe que está na verdade em Jaboatão, pois os roteiros que são realizados pelas agências vendem Olinda, Recife e Porto de Galinhas como os principais atrativos turísticos do estado. Lugares como a Colônia dos Padres e a Lagoa Azul não são incluído pelo Trade, enquanto outros locais necessitariam de apenas algumas intervenções para se tornarem atrativos turísticos mais importantes como os Montes Guararapes, o Povoado de Muribeca, o Engenho Santana, etc.



13 - Transporte Público - Jaboatão carece de um bom serviço de transporte público. Os ônibus são precários e demoram grandes intervalos entre as viagens, causando transtorno para quem necessita deles. O transporte alternativo também deixa a desejar, principalmente no horário noturno, quando algumas linhas não funcionam. Jaboatão precisaria de mais linhas de ônibus, como por exemplo, uma linha que partindo do Centro fosse até a Conde da Boa Vista pela BR 232 e Abdias de Carvalho, dando aos moradores do Centro mais uma opção de chegar ao Centro do Recife além do metrô. Além disso, algumas estações do metrô da cidade estão em precário estado, como a Estação Engenho Velho, onde nem coberta há para proteger da chuva os passageiros!

14 - Enchentes e Alagamentos - Um dos mais graves problemas enfrentados pelos moradores de Jaboatão são as enchentes e os alagamentos. Em alguns bairros e regiões do município as menores chuvas são responsáveis por enormes transtornos para a população, provocando enchentes e inundações. Em alguns casos as ruas ficam inundadas por semanas sem secar. Conhecidos são os casos de algumas comunidades que alagam todos os anos - Beira Rio, em Santo Aleixo; Moenda de Bronze, em Jaboatão Centro; Coqueiral, em Cavaleiro; parte do bairro de Marcus Freire; várias comunidades ao redor da Lagoa Olho D'água, etc. Além de causarem transtornos e perdas de bens materiais, as enchentes ocasionam também a disseminação de doenças, como a leptospirose, sendo assim também um problema de saúde pública.
    A solução para esses problemas não é fácil, envolvendo também a questão do planejamento urbano, ambiental e o problema da habitação. Algumas áreas inundáveis, como margens de rios, não requerem outra solução a não ser a desocupação das margens e a recuperação da mata ciliar, evitando o despejo de resíduos e o assoreamento. Alguns rios e canais estão tão assoreados que somente um estudo de impacto ambiental com especialistas vai poder dizer se a dragagem ou a canalização seria a melhor alternativa. Nada disso será possível, porém, sem trabalhar a questão urbana, habitacional e ambiental dentro de um mesmo planejamento.

15 - Habitação - Um dos problemas mais importantes e pouco discutidos na cidade é a questão da habitação. Jaboatão carece de um programa de habitação popular para contornar o problema das invasões e falta de moradia da população carente. Muitos ocupam as margens dos rios e lagoas, causando problemas ao meio ambiente e ficando sujeito à enchentes, pela falta de alternativas de moradia dentro do município. Em áreas mais esquecidas do município, como ao redor da Lagoa Olho D'água, a população ainda vive em precárias palafitas sobre a lagoa, em condições de extrema pobreza e miséria. Como estão longe das principais avenidas de Piedade e de Candeias, dos olhares da imprensa e da mídia recifense, essas comunidades permanecem ignoradas pelo poder público, que pouco caso faz pra melhorar sua existência.

Muita coisa mais poderia ser discutida aqui, e nenhuma solução deve ser implementada sem as pessoas diretamente envolvidas: os moradores das comunidades. Jaboatão tem muitos problemas, mas deixo aqui a deixa que não existem soluções mágicas nem milagrosas. Tudo se consegue com muita dificuldade, com muito esforço, trabalho, diálogo e dedicação, e Fé genuína em Deus. Mas nada se consegue quando não há a mínima vontade de realizar!

domingo, 2 de abril de 2017

História do Bairro do Curado - Jaboatão

Por James Davidson


O distrito do Curado é subdividido em 5 comunidades limítrofes que são: Curado I, II, III, IV e Curado V. Localiza-se no setor norte do município do Jaboatão dos Guararapes, em áreas próxima com o Recife e com o município de São Lourenço da Mata. É de fácil comunicação, sendo atravessado pelas rodovias Br 232 e 408, bem como pelas linhas do metrô e de trem.


A história da localidade tem início no período colonial. Todas as terras do atual Curado pertenciam à vários engenhos de açúcar. Entre esses, destaque para o engenho São Francisco da Várzea, cuja vastíssima sesmaria abrangia quase toda a região. Tinha esta o tamanho de uma légua em quadro, extendendo-se  desde o Engenho São João, a leste, até o antigo Engenho Camassari, a oeste. Ao norte esta sesmaria chegava a São Lourenço da Mata e ao sul limitava-se com os engenhos Curado e Santo Amaro.


O Engenho São Francisco pertencia inicialmente a Francisco do Rego Barros, em 1593, juiz da Câmara de Olinda. Durante o período holandês (1630-1654) chegou a ser invadido pelas tropas invasoras, quando então pertencia a Dona Maria Barboza, em 1633, logo após o ataque efetuado por eles ao povoado de Jaboatão. Posteriormente, foi adquirido por André Vidal de Negreiros.


Pela demarcação feita em 1624, o Engenho São Francisco da Várzea tinha as seguintes confrontações: nascente com os Engenhos São Cosme e São João; ao sul com o Engenho São Sebastião ou Curado (pertencente ao capitão Salvador Curado, vindo daí a denominação Curado); e ao oeste com terras do Engenho Camassari; ao norte com o Engenho Muribara.


O genro de Vidal de Negreiros, capitão Diogo de Cavalcanti de Vasconcelos, é o seguinte proprietário. Ele anexa à propriedade um partido de terras denominado Cova de Onça. Em 1754 era dono do engenho o senhor Manuel Ferreira da Costa que desmembrou partes do Engenho São Francisco onde foram levantados os engenhos Mussaíba e Penedo. No início do século XIX, pertencia ao senhor Joaquim Canuto de Figueiredo que herdou a propriedade de seu sogro, em 1822, o morgado Francisco Pereira de Castro.


No final do século XIX, o engenho pertence ao senhor Francisco do Rego Barros de Lacerda. Ele introduz vários melhoramentos no engenho a partir de 1873, inclusive trilhos ferroviários para o transporte de cana. Foi assim o Engenho São Francisco um dos primeiros engenhos do estado a se transformar em usina.


A região do atual bairro permaneceu como área rural durante boa parte do Século XX. Os canaviais e sítios dos engenhos São Francisco, Santo Amarinho, Cumbe, Mussaíba e Cova da Onça foram por muito tempo a paisagem dominante da região.  Esta situação começou a mudar a partir de 1965, com a construção da BR 232. Logo em seguida, é instalado o distrito industrial do Curado, com fábricas de sorvetes, bebidas, pilhas, etc. Anos mais tarde é implantado o Terminal Rodoviário do Recife - TIP, contribuindo assim para o crescimento econômico e populacional da região.


No final da década de 1970, houve a implantação dos conjuntos residencias que deram origem ao Curado. O Curado I foi instalado em terras do antigo Engenho Cumbe, no ano de 1978. Já os conjuntos Curados II, III e IV foram instalados em terras dos engenhos Santo Amarinho, Cova de Onça e São Francisco, a partir de 1978. Sua construção contou com recursos do banco Nacional de Habitação e contava com prédios de quatro e três andares e com casas térreas.



Apesar de planejado, o bairro careceu desde o início de áreas de lazer, como praças e parques. Outros problemas surgiram por conta das ocupações desordenadas nos espaços livres entre os prédios. Os Curados integrava inicialmente o distrito de Cavaleiro. No ano de 1996, o Curado passou a ser distrito do município do jaboatão, pela lei municipal n° 268 de 24 de dezembro de 1996. O Curado é hoje um dos distritos mais importantes e dinâmicos do Jaboatão dos Guararapes, com uma população total de 46.449 habitantes em 2010.







quarta-feira, 1 de março de 2017

Rio Tejipió

Por James Davidson


O rio Tejipió é um dos principais cursos d’água que atravessam o município do Jaboatão dos Guararapes. Localizado na região norte do município, o Rio Tejipió serve de limite entre os municípios do Recife e do Jaboatão dos Guararapes, em parte significativa de seu curso. Depois dos rios Jaboatão e Duas Unas, é o principal curso d’água do município.



O Rio Tejipió nasce nas matas do antigo Engenho Mamucaia, município de São Lourenço da Mata. Sua bacia hidrográfica abrange territórios de três municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata. O Rio Tejipió é também o 3° rio mais importante da cidade do Recife, ao lado dos rios Capibaribe e Beberibe.


Após deixar as matas da Mamucaia, o rio Tejipió penetra nas matas dos engenhos Cova de Onça e São Francisco, no bairro do Curado. O Tejipió atravessa a Br 408 quase despercebido, junto ao condomínio Alphaville, e segue pelo distrito industrial do Curado. Ali, o rio começa a receber os primeiros dejetos urbanos, oriundo principalmente do esgoto despejado em seu afluente - riacho São Francisco - que atravessa os bairros do Curado II e Curado III.



Logo após atravessar a Br 232, o Tejipió entra em uma região densamente habitada - Baixa da Colina, Alto do Céu, Totó. Ali os impactos ambientais sofridos pelo rio são mais visíveis como o assoreamento causado pelo lixo, as ocupações irregulares das margens e a poluição causada pelo esgoto doméstico.

No bairro de Coqueiral, o Rio Tejipió deixa o município do Jaboatão dos Guararapes e segue seu curso por vários bairros da Cidade do Recife. Em todo o seu curso recebe vários afluentes, muitos deles alvos dos mesmos problemas ambientais - Riacho Tejipió-mirim, São Francisco, Jangadinha, Cavalheiro, Sucupira, Jiquiá - até desaguar na bacia do Pina. No porto do Recife, o Tejipió encontra-se com o oceano, no mesmo estuário dos rios Capibaribe e Beberibe.


Por conta dos vários impactos ambientais sofrido pelo Tejipió ao longo de seu curso, a população ribeirinha sofre com as consequências. A principal delas é o transbordamento do leito do rio durante as chuvas, causando alagamentos e enchentes que se repetem todos os anos. Outro problema é a poluição que deixa a população sob o risco de várias doenças.
Como o rio serve de limite entre os dois municípios, o ideal era que houvesse uma parceria entre as duas prefeituras com a finalidade de solucionar os problemas do Rio Tejipió. É necessário que seja feito o tratamento do esgoto que verte para a bacia, como também o controle da ocupação irregular das margens, evitando as constantes invasões. Também seria preciso dragar alguns trechos já assoreados e trabalhar com a comunidade a Educação Ambiental.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Engenho Extintos de Jaboatão dos Guararapes

Por James Davidson

O município de Jaboatão dos Guararapes já chegou a ter 45 engenhos, isso excluindo da contagem aqueles que hoje pertencem ao município do Moreno. Apesar disso, são poucos os remanescentes que podemos encontrar destas antigas fazendas de açúcar que foram, por cerca de 400 anos, a principal atividade econômica do município. Alguns poucos ainda conservam alguma estrutura do antigo engenho, como a casa-grande, a senzala, a fábrica ou a capela. Alguns possuem apenas as casas de moradores. Outros mantém alguns desses elementos descaracterizados e alterados e, há ainda aqueles que mantém somente as ruínas, vestígios que indicam que ali existiu um engenho.

Casa grande do Engenho Megaype de Baixo

 Mas há aqueles casos em que nada praticamente sobrou à primeira vista do antigo engenho. É o caso dos engenhos Megaype de Baixo, Salgadinho, Capelinha, Cavaleiro, Engenho Velho, Conceição, São Salvador, Camassari e Santo Amarinho. São engenhos que podemos considerar extintos, pois nada é possível encontrar a primeira vista nos locais (exceto que escavações arqueológicas sejam feitas comprovando o contrário). As causas da destruição completa desses engenhos são variadas e serão avaliadas a seguir.

Local onde ficava o antigo Engenho Cavalheiro (Cavaleiro)

Alguns engenhos desapareceram como consequência da expansão urbana dos bairros da cidade. Foi o que aconteceu com os engenhos Cavalheiro (Cavaleiro), Santo Amarinho e Velho. O primeiro ficava situado onde hoje está a Praça de Cavaleiro, no entorno das ruas Severino Varejão e Padre Nóbrega. Já o Engenho Santo Amarinho ficava onde está localizado os atuais bairros do Curado II, III e IV, e existia até a construção desses loteamentos, no final da década de 1970 (A escola Cecília Brandão foi construída nessa época, quando ainda era engenho). O Engenho Velho deu origem ao bairro de mesmo nome, quando suas terras foram loteadas. Sua casa-grande ficava no chamado Alto da Viscondessa e existiu até meados da década de 1970, quando  foi destruída para a construção da Vila da Cepasa.

Antiga casa-grande do Engenho Velho -"Casa da Viscondessa"

Outros engenhos foram destruídos pela expansão dos canaviais das usinas. É prática comum de algumas usinas de cana-de-açúcar expulsar todos os moradores, destruir todos os edifícios para ter mais área para plantar. Constitui um verdadeiro absurdo sob o ponto de vista social, pois esvazia a zona rural cada vez mais e esses antigos moradores são forçados a viver sob condições adversas nas cidades, e patrimonial, pois muitas vezes a história também é destruída nesse processo. O Engenho Salgadinho é um exemplo. Nada mais resta do antigo engenho, nem mesmo as casas dos moradores é possível encontrar no local, pois foi destruído para a expansão dos canaviais da Usina Bom Jesus. Já o Engenho Capelinha parece ter desaparecido em processo semelhante.

Local do antigo Engenho Salgadinho - apenas canaviais

Outros engenhos sumiram por outros motivos. O Engenho Camassari (ou Camassary) desapareceu na década de 1970, submergido pela Represa de Duas Unas. O Engenho Megaype de Baixo teve sua casa-grande destruída em 1928, mas suas ruínas eram visíveis até pouco tempo quando foram completamente destruídas por uma rodovia (ver matéria no blog). Já no caso dos engenhos Conceição e São Salvador, suas causas constituem ainda um enigma.

Local onde ficavam as ruínas do Engenho Megaype de Baixo

Esses são os Engenhos extintos de Jaboatão dos Guararapes.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Os limites de Jaboatão

Por James Davidson

O município de Jaboatão dos Guararapes, situado na Região Metropolitana do Recife, estado de Pernambuco, possui os seguintes limites:
Leste: Oceano Atlântico
Norte: Recife e São Lourenço da Mata
Oeste: Moreno
Sul: Cabo de Santo Agostinho

Limite com o Oceano Atlântico: Segue a partir do limite com o Recife próximo ao Hospital da Aeronáutica na Praia de Piedade pelo litoral até a Foz do Rio Jaboatão.
Limite com o município do Recife: Segue do marco na Praia de Piedade que delimita o limite com o Recife por uma reta até o Rio Jordão, sobe por este até o centro da terceira lagoa, daí por uma reta para a chamada segunda lagoa, daí por outra reta até a primeira lagoa, segue deste ponto até a Cacimba do Urubú, daí para o Centro do Barranco Branco, daí por uma reta até o ponto mais próximo do Rio Tejipió, sobe por este até a foz do Riacho Tejipió-Mirim.
Limite com o município de São Lourenço da Mata: Segue da foz do Tejipió-Mirim no Rio Tejipió por uma reta até o centro do antigo açude de Camassari.
Limite com o município de Moreno: Segue do centro do Açude de Camassari por uma reta até a Serra da Macambira (Foto abaixo) daí segue por outra reta até o encontro do Riacho São Salvador com o Rio São Salvador, segue por este até a confluência deste no Açude Secupema.
Limite com o município do Cabo de St° Agostinho: Segue da Foz do Rio Jaboatão até a confluência com o Rio Pirapama, daí segue por uma reta até o Alto do Oitizeiro, deste ponto desce pelo Rio Morto até a sua foz no Rio Jaboatão, segue pelo Rio Jaboatão até a foz do Rio Caongo seguindo por este até sua nascente, daí segue por uma reta até a foz do Rio São Salvador.



Os limites de Jaboatão dos Guararapes com outros municípios normalmente são pouco conhecidos da população que aqui reside e, por isso, muitas vezes são motivos de conflitos e de disputas territoriais em alguns locais. O limite mais conflituoso, com certeza, é com o município do Recife que já foi mudado diversas vezes e boa parte da população que reside nesses locais sequer tem ideia por onde eles passam. Por isso, é comum, muitas vezes, a pessoa morar em Jaboatão e acreditar que mora no Recife. Os maiores exemplos desse problema estão nas comunidades de Alto do Céu, parte de Coqueiral, Pacheco, Zumbi do Pacheco, Monte Verde, UR 11, UR 06 e Jardim Jordão. É por isso que é importante entender um pouco as razões dessas disputas.

Até 1928, as terras de Jaboatão abrangiam, além das atuais, o território do atual município de Moreno, o bairro de Tejipió até a Ponte e a comunidade de Pontezinha. Em 1928 o então Governador de Pernambuco Estácio Coimbra desmembrou o município emancipando Moreno, anexando Tejipió ao Recife e passando o povoado de Pontezinha para o Cabo de Santo Agostinho. Orlando Breno, em seu livro Jaboatão sua Terra sua Gente, afirma que isto aconteceu por vingança política, pois Estácio Coimbra não teria tido muitos votos em Jaboatão.

Posteriormente, surgiram várias outras ameaças à integridade do município da Integração nacional. Em 1963 ,Cavaleiro foi elevado à condição de município, fato que foi anulado logo depois. Em 1989, a sede foi mudada para Prazeres porque queriam anexar Prazeres e as praias ao município ao Recife. Posteriormente, outros projetos surgiram para tentar desmembrar os distritos de Jaboatão, mas todos sem sucesso. Enquanto isso, a prefeitura do Recife, aproveitando do descaso de várias administrações que Jaboatão possuiu, visando apropriar-se dos territórios litigiosos entre os dois municípios, instalou postos de saúde e até escolas nesses locais (ex: Coqueiral, Monte Verde, Vila das Aeromoças, etc). Assim, como a prefeitura do Recife oferecia os serviços que as desadministrações anteriores de Jaboatão ignoraram, a população obviamente passou a identificar-se com o Recife e não com Jaboatão, mesmo estando fora dos limites da capital.

  Por isso, é necessário haver maior atenção da prefeitura com esses locais, como também deve existir um verdadeiro trabalho de conscientização com a população local, no sentido de resgatar a autoestima da cidadania jaboatonense para que possa haver uma maior valorização da identidade municipal. Assim, os limites verdadeiros do Jaboatão poderão ser respeitados e a população local melhor atendida e valorizada.

Rio Jaboatão - Poema de James Davidson

 Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar!   Jaboatão Em...