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Mostrando postagens de 2009

Instituto Histórico cria Biblioteca Viva

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Por Idalice Laurentino


A Secretaria de Cultura, através da Coordenadoria de Patrimônio Histórico, apóia e parabeniza a implantação da Biblioteca Viva em Jaboatão dos Guararapes, pioneira no Nordeste. É mérito para o povo jaboatonense contar com um projeto cultural tão ousado, pois é das veias dos seus artistas populares e intelectuais que jorram os mais reais e peculiares fatos históricos.

O Instituto Histórico parte na dianteira, instalando em suas dependências a Biblioteca Viva escritor Heleno Veríssimo.
O projeto da Biblioteca Viva nasceu na Dinamarca no ano 2000 e espalhou-se na Europa e chegou ao Brasil através da PUC – Pontifícia Universidade católica de São Paulo.
No Nordeste, a Biblioteca Viva do Instituto Histórico de Jaboatão, pelo que foi possível saber, é sem dúvida a pioneira e conta no momento com 12 livros vivos tratando cada um deles da história do povo de Jaboatão e, desta forma, a oralidade do povo será repassada aos leitores ouvintes dentro de um padrão alta fidelid…

Jaboatão dos tempos antigos

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Por James Davidson

Jaboatão Centro (Regional 1) foi durante muito tempo um dos locais com maior intensidade cultural do município. A época do Padre Chromácio Leão e sua banda, das retretas e serenatas, do Antigo Teatro Municipal, dos operários da Rede Ferroviária do Nordeste, das festas de família, dos saraus e recitais de poesias, das pianistas e de grupos verdadeiramente folclóricos ainda deixa saudades nos moradores mais antigos que por aqui viveram. Com a falência da Rede Ferroviária e a consequente mudança de sede, Jaboatão Centro perdeu muito. Mais ainda com o desastre dos 12 anos de desgovernos de Nilton Carneiro e Rodovalho que resultaram no fechamento e destruição de muitos edifícios importantes para a cidade como a Maternidade Rita Barradas, a Escola Técnica , o Cine-teatro Samuel Campelo, entre outros. Agora estamos todos juntos para tentar recuperar tudo aquilo que foi perdido e que nos foi roubado. Com a recuperação da Escola Técnica, do Cine-teatro Samuel Campelo e com a…

Leão de Guararapes

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Eu sou Jaboatonense!
Sou Filho de Guararapes!
Onde nasceu o Brasil
Onde surgiu a nação!

Sou Leão pernambucano
Que expulsou o invasor
Que no Brasil implantou
O sentimento nacional!

Eu sou Jaboatonense!
Sou filho de Guararapes!
Que com flechas e tacapes
Expulsou o holandês!

Sou Leão Jaboatonense!
Sou da terra de heróis
Que com sangue e com suor
Lutaram pela nação!

Sou Leão de Guararapes!
Eu sou de Jaboatão!
Esta terra de coragem
Pela pátria integração!

Eu sou Jaboatonense!
Sou filho de Guararapes!
Minha terra, meu orgulho!
Pela pátria integridade!

Matriz da Luz - Vizinha Histórica de Jaboatão

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O povoado de Matriz da Luz, ou Nossa Senhora da Luz, é o 2° distrito do município de São Lourenço da Mata e situa-se a alguns quilômetros a oeste do centro dessa cidade. Localizado em uma colina que serve de divisor de águas entre as bacias do Rio Capibaribe e do Rio Jaboatão, o povoado de Matriz da Luz é cercado por antigos engenhos de cana-de-açúcar e canaviais, o que dá um ar bucólico ao local. Seu nome deve-se a igreja principal do povoado que está sob a invocação dessa santa.

Segundo o historiador Pereira da Costa, a Igreja de Nossa Senhora da Luz, erguida inicialmente como capela, já existia em 1540 como consta de um documento de demarcação de terras. Sendo assim, levando em consideração as igrejas que ainda estão de pé, ela seria uma das mais antigas de Pernambuco e do Brasil. A povoação cresceu em torna da capela e, segundo documentos do período holandês, ela era conhecida como Povoação da Muribara e, assim como em toda região vizinha, era muito rica em pau-brasil. Hoje, além…

A questão do patrimônio histórico em Jaboatão

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Por James Davidson

Jaboatão dos Guararapes é uma cidade que possui um rico patrimônio histórico que ainda é pouco conhecido pela sua população e que carece muito de proteção legal por parte do governo. Muitos são os edifícios que vem sendo destruídos pelo descaso de seus proprietários e pela falta de uma legislação (ou de sua aplicação) de proteção para alguns bens. Este é mais um dos graves problemas enfrentados por nossa cidade!

Jaboatão possui apenas 4 bens tombados a nível nacional pelo IPHAN: Os Montes Guararapes, A Igreja dos Prazeres, o Convento e a Igreja de Piedade. A nível estadual Jaboatão possui como bens tombados pela FUNDARPE: a Capela do Loreto, o Engenho Suassuna e o Povoado de Muribeca dos Guararapes. Sobre o tombamento a nível municipal vamos explicar com mais detalhes a questão.


Em 1978, a FIDEM desenvolveu o Plano de Preservação de Sítios Históricos da Região Metropolitana do Recife onde foram escolhidos alguns conjuntos e edifícios históricos da RMR para tombament…

A origem do nome Jaboatão

Por James Davidson

Mais um tema polêmico. Qual a origem do nome Jaboatão? Existem várias teorias para explicar esta questão. Vejamos quais são: Para Teodoro Sampaio, a palavra  Jaboatão vem de "Yauapoatã" que significa mão rija de onça. Para Garcia Rodrigues Jaboatão vem de Yapoatam que seria uma árvore cujo caule era usado para fazer mastros de navio, enquanto para o bispo Dom Raimundo da Silva Brito Jaboatão vem de Yaboaty-atam que significa "andar como cágado". Analisando a questão, percebe-se que é realmente um assunto muito complicado, principalmente quando se não é especialista em tupi arcaico, mas é possível tirar algumas conclusões através de uma pesquisa histórica.  A versão mais aceita atualmente é a defendida pelo jornalista Mário Melo - YAPOATAM - quando este realizou um relatório a pedido do Prefeito Brandão Cavalcanti, durante a década de 50. Segundo ele, "era a versão consagrada pelo povo e por isso a mais verdadeira" e por isso foi adotada…

Ser ou não ser jaboatonense III

Por James Davidson

Voltando a questão do adjetivo pátrio de Jaboatão, quando muitos querem que nos chamemos jaboatanenses ou jaboatãozenses, volto a dizer que a forma correta é a consagrada pelo povo e presente no Hino Municipal: Jaboatonense!
Há quem diga, porém, que como a palavra Jaboatão termina "ão" o termo correto seria jaboatanense pois, teoricamente, a palavra deveria ser "fiel" ao seu termo de origem. Contudo, na prática não é assim. Todo mundo sabe que quem nasce no Rio Grande do Norte é potiguar, no do Sul gaúcho, em Salvador soteropolitano, no Espírito Santo capixaba e por aí vai. Ninguém questiona a exatidão destes termos, embora os mesmos não tenham nada a ver com os nomes de seus estados. Logo, não é preciso que um adjetivo pátrio seja exatamente "fiel" ao nome do local de origem.
Outra questão interessante a observar é que nem sempre quando o nome do local termina e "ão" o adjetivo pátrio correspondente tem o sufixo iniciado em …

Casa da Cultura - Antigo Mercado Público de Jaboatão

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Por James Davidson



A feira da cidade de jaboatão, no início do século XX, era realizada no início da atual Praça NS do Rosário, em frente ao edifício conhecido como "A Reforma". No local onde seria construído o Antigo Teatro Municipal, existia um antigo galpão que era o prédio do Mercado Público. Os dias de feira eram as quartas e os domingos. Procurando um melhor local para a acomodação do mercado público, o então prefeito Dr. Joaquim Carneiro Nobre de Lacerda adquiriu, em 13 de agosto de 1902, um terreno de 150 palmos de frente no final da Rua Dr. José Marcelino (hoje Praça do Rosário) em regime de aforamento, das proprietárias Maria do Monte Rodrigues Campelo e Maria Damiana Rodrigues Campelo. Existia no local uma pequena lagoa onde havia, inclusive, jacarés. Foi feito um aterro e no dia 7 de setembro do mesmo ano houve o lançamento da 1° Pedra fundamental. Dois anos depois é inaugurado o novo Mercado Público de Jaboatão, em 30 de outubro de 1904.
A imprensa da época assi…

Usina Jaboatão - Engenho Suassuna

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Por James Davidson


O antigo Engenho Suassuna corresponde, atualmente, a Usina Jaboatão, hoje desativada e em estado completo de abandono e em ruínas. A história da localidade é muito antiga, tendo origem na sesmaria de Gaspar Alves Purgas, cedida em meados do século XVI, e desmembrada em várias partes que deram origem aos engenhos São João Batista, Palmeiras e Suassuna. O Engenho Suassuna foi fundado, então, pelos irmãos Diogo Soares e Fernão Soares, cristão-novos, no ano de 1573, data da compra da parte da sesmaria. O nome Suassuna significa veado preto e este nome foi dado por causa do Riacho Suassuna que corta o local.

O Engenho foi fundado com a denominação de N.S da Apresentação e moeu pela 1° vez em 1584. Destaca-se por ter sido palco de diversas denunciações e confissões de Pernambuco, durante a visitação do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição), entre 1593 e 1595, onde se pode constatar a perseguição a judeus e evangélicos, inclusive aos próprios donos do engenho. É interessan…

Hino de Jaboatão dos Guararapes

Letra: Benedito Cunha Melo Música: Nina de Oliveira
Jaboatão nos Verdes Vivos Dos teus altivos canaviais Há sempre rindo uma esperança Até na dança dos matagais! É uma esperança que nunca finda E que se alinda de inspiração Ver-te sem guerra Terra dos altos A linda terra da promisão!
Eu amo o teu cruzeiro Teu sol que é mais brasileiro Teus altos que a gente vence Até sem ser jaboatonense! Eu amo teu céu profundo Maior que já vi no mundo E no meu sonho ideal Quero mais a ti! Oh terra natal!

Engenho Palmeiras

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Por James Davidson


Localizado próximo a Colônia dos Padres Salesianos e ao Engenho Macujé, o Engenho Palmeiras é outro dos mais antigos engenhos pernambucanos e jaboatonenses. Fundado por Fernão Vassalo, em parte da sesmaria de Gaspar Alves Purgas em 1601, era chamado inicialmente de Engenho Santa Cruz. Foi vendido a Felipe Diniz, em 1616, e ficou arruinado durante a invasão holandesa, sendo também chamado de Engenho Mangaré.


O Engenho é localizado no local conhecido como Sítio das Palmeiras, onde há umas palmeiras imperiais. É cortado pelo Riacho Palmeiras, afluente principal do Riacho Suassuna e que nasce no Engenho Pedra Lavrada. Daí a mudança de nome para Engenho Palmeiras.

Em 1857 o engenho pertencia a João Coelho da Silva e, posteriormente, passou a ser fornecedor de cana para a Usina Jaboatão. Hoje é fornecedor para a Usina Bulhões. No local, ainda existem alguns edifícios antigos do engenho como a capela, o barracão (armazém), datados de 1957, uma escola municipal (Odaléa Lemo…