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Mostrando postagens de 2014

Monumento Antigo em Jaboatão Centro

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Por James Davidson


Quem mora ou trabalha em Jaboatão Centro talvez não conheça este monumento. Localizado na Praça Dantas Barreto (Praça do metrô), em frente à antiga Prefeitura do Jaboatão, passa despercebido pela maioria que por ali transita diariamente. E mesmo que nota sua presença, muitas vezes  ignora do que se trata na verdade.

Na verdade, este monumento tem uma história interessante. Foi colocado ali durante as comemorações do Tricentenário da Restauração Pernambucana, comemorado e celebrado em 1955. O evento, que mobilizou grande parte da sociedade pernambucana na época, devido à importância que a expulsão dos holandeses representa para a história do Nordeste e do Brasil, contou com a participação de pessoas importantes como as autoridades estaduais e municipais, militares, políticos, intelectuais, entre outros. Em Jaboatão, foi protagonista o então Prefeito Humberto Barradas que, participando ativamente das solenidades realizadas no município, mandou ser posto um monumento n…

Megaípe na Pintura

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Por James Davidson


Nenhuma casa de engenho causou na história tantas polêmicas e tantas discussões como a casa-grade do Engenho Megaípe. Localizada no município do Jaboatão dos Guararapes, próximo ao Povoado de Muribeca, nenhuma casa de engenho foi tão comentada, tão idealizada e tão celebrizada como aquela casa de engenho. Tida como o mais antigo representante do período colonial a ter sobrevivido aos tempos modernos, Megaípe tornou-se mais conhecida mesmo a partir de sua destruição, ocorrida no ano de 1928. Tudo porque o seu proprietário, temendo a realização de um pioneiro processo de tombamento a ser realizado no estado, decidiu por abaixo aquela que poderia ser talvez a maior relíquia sobrevivente do período colonial de Pernambuco.

A destruição de Megaípe causou grande impacto entre os intelectuais de sua época. Gilberto Freyre já vinha falando sobre ela há vários anos antes de sua destruição, em matérias de jornais locais como "A Província". Em sua primeira edição de C…

Formação com Professores de Geografia do município

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Por James Davidson


Nos últimos meses tenho participado como mediador nas formações sobre Patrimônio Histórico junto aos professores da Rede Municipal de Ensino do Jaboatão dos Guararapes. À convite da Coordenação de Patrimônio da Secretaria de Cultura do município e da Secretaria de Educação, estive com os professores em aulas teóricas e práticas sobre o Patrimônio do Jaboatão. No último dia 22 de outubro, em aula prática, tivemos a oportunidade de visitar os Montes Guararapes, um dos principais marcos históricos do município. Visitamos o Mirante do Exército no Monte do Oitizeiro e a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres. O Roteiro inicial previa também que iríamos visitar o Povoado de Muribeca de Guararapes, mas o atraso do transporte infelizmente não permitiu, o que foi uma pena pois privou o grupo de visitar um dos lugares mais interessantes do município. Apesar disso, a experiência foi bastante proveitosa e podemos conhecer um pouco da história e da realidade do patrimônio em Jaboa…

Maquetes de Memórias Destruídas

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Por James Davidson


Durante o lançamento do meu livro Memórias Destruídas foram expostas várias maquetes representando prédios antigos de Jaboatão. São representações em várias escalas de alguns dos prédios destruídos abordados pelo livro. Foram construídas por mim especialmente para a ocasião. O material utilizado para as peças foi o isopor, em sua grande maioria reutilizado das caixas de eletrodomésticos, acompanhado por diversos tipos de papéis e outros materiais em grande parte improvisados e reutilizados para ajudar na preservação do meio ambiente. Segue abaixo as maquetes construídas:






Em Breve

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Por James Davidson

Em Breve!!!


Como eram as casas no Bairro das Malvinas

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Por James Davidson


O bairro das Malvinas em Vista Alegre - Jaboatão Centro - possui este nome em homenagem à Guerra das Malvinas, um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido pelo controle das Ilhas Malvinas, ocorrido em 1982. Por esta época, teve início a construção do bairro pelo Projeto Cura em parceria entre a COHAB e a Prefeitura do Jaboatão, governada então pelo prefeito Geraldo Melo. Ocupando um terreno às margens do Rio Duas Unas, o loteamento foi criado para atender à população de baixa renda e as ruas receberam nomes de municípios do interior do Estado de Pernambuco. Diferente, porém, ao que ocorre hoje, as pessoas não recebiam casas completas, mas apenas "águas-furtadas", ou seja, metade de uma casa. O morador deveria construir o resto posteriormente, no terreno disponível para uma futura ampliação. Por conta disso, o lugar também era chamado de "As Casinhas" por conta do tamanho das residências. Ao longo dos anos as pessoas foram ampliando e ref…

Minha Posse na Academia de Letras do Jaboatão dos Guararapes

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Por James Davidson


No último dia 06 de junho foi realizada, na Câmara de Vereadores do Jaboatão dos Guararapes, a cerimônia de posse da Academia de Letras do Jaboatão dos Guararapes - ALJG. Na ocasião, tomaram posse os acadêmicos fundadores da mais nova instituição que busca o engrandecimento da terra de Benedito Cunha Melo e de tantos outros que colaboraram para que Jaboatão fosse a tão grande cidade que é atualmente. Como mais um reconhecimento pelo trabalho que tenho desenvolvido em prol desta cidade, tanto através deste espaço como pelo livro Memórias Destruídas, tomei posse como acadêmico e aqui venho divulgar com os leitores do blog as fotos do evento.














Capelas de Engenho Jaboatonenses

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Por James Davidson


Casa-grande, senzala, capela e moita são os edifícios básicos de um típico engenho de cana-de-açúcar. Cada edificação cumpria uma função específica na organização do engenho, e alguns engenhos ainda conservam pelo menos um dos edifícios principais. A casa-grande cumpria o papel de residência do senhor de engenho e, geralmente, situava-se à meia encosta, em um ponto elevado onde se avistava a fábrica e a produção. Em contrapartida, a moita ou fábrica geralmente se localizava na porção mais baixa do terreno, próximo ao rio, por conta da força motriz ser movida a água. A localização da senzala no sítio variava bastante, podendo ser junto à casa-grande ou junto da fábrica, ou mesmo em outro canto do sítio, desde que não distante do mesmo. Já a capela localizava-se geralmente no topo de alguma colina próxima, nos engenhos mais antigos, ou também ao lado da casa-grande (geralmente nos engenhos do século XVIII).


A capela de engenho era mais que um simples templo religioso.…