quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Prefeitura desmente destruição da Casa da Cultura

Por James Davidson

Outra do Blog do Roberto Santos. Em nota, a prefeitura informa que não irá destruir o prédio da Casa da Cultura por causa do binário e que o boato seria intriga da oposição. Veja a matéria:


Nota da Prefeitura sobre Casa da Cultura


A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informa que a Casa da Cultura de Jaboatão NÃO SERÁ DEMOLIDA, pelo contrário, está sendo reformada para garantir a preservação do patrimônio histórico do município. Essa é mais uma informação que não procede e que foi criada por pessoas que têm interesse político e criam factoides para se favorecer.
Estão sendo investidos R$ 85 mil nos serviços de pintura, reforma dos banheiros, da partes hidráulica e elétrica e de toda madeira que reveste a estrutura do local.  Em abril de 2012, a nova Casa da Cultura será entregue aos jaboatanenses e voltará às atividades. 


Parece que a notícia consistia realmente apenas num boato. Afinal de contas, por que reformar para depois botar abaixo? Porém, em nossa luta em defesa do patrimônio histórico de Jaboatão, esperamos que não somente este prédio seja preservado, como também os demais edifícios de valor histórico e cultural para o município.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Casa da Cultura pode estar ameaçada

Por James Davidson

Matéria publicada no blog Roberto Santos informa que o prefeito pode destruir o prédio da Casa da Cultura, antigo Mercado Público de Jaboatão, para as obras do binário. Veja matéria na íntegra:


Prédio histórico do Jaboatão centro pode ser derrubado por causa do Binário.




Um dos projetos que não foi aprovado no último dia do ano, tratava-se da desafetação dos seguintes prédios públicos, em Jaboatão Centro o antigo prédio onde já funcionou a Câmara dos Vereadores e um matadouro, para quem não lembra, estou postando a foto. Um segundo bem pública é a Maternidade Rita Barradas. Quero aqui levantar a seguinte questão, será que vale a pena derrubar parte da nossa historia com a justificativa do progresso? Será que não temos alternativas, dada às facilidades que a engenharia moderna dispõe hoje?
Segundo um dos vereadores que trabalhou para a não aprovação deste projeto, o assunto deve retornar em fevereiro.

Caso venha a se confirma, a ação será um verdadeiro crime contra a história e o povo de Jaboatão. Construído em 1904 para ser Mercado Público Municipal (veja história na íntegra aqui:http://jaboataodosguararapes.blogspot.com/2009/07/casa-da-cultura-antigo-mercado-publico.html) o prédio é protegido pela Legislação Urbanística básica de Jaboatão e pela lei de tombamento municipal. Apesar de ser um dos poucos edifícios de valor histórico que conseguiu sobreviver ao tempo e, principalmente, ao descaso dos governantes com nossa história, parece que não bastou aos nossos políticos a destruição de tantos outros como o Prédio do Relógio, a Casa da Viscondessa, o Palacete do Sesi, a Casa de Samuel Campelo, a Igreja do Rosário dos Pretos. Desde que a casa-grande do Engenho Megaype de Baixo foi dinamitada, em 1928, que o patrimônio de Jaboatão sofre com a falta de uma política de preservação e valorização da nossa cultura. Por que não citar os recentes casos de destruição como o Prédio da Coletedoria Federal, o Edifício Senzala e o tão polêmico Engenho São Bartolomeu? Quem não lembra do famoso Bar Redondo que certo prefeito demoliu dizendo estar melhorando o trânsito e, no final, acabou não fazendo diferença nenhuma! Mais uma vez um prédio histórico jaboatOnense irá desaparecer sob as mesmas alegações sem fundamentos. Afinal, quem conhece a localidade sabe muito bem que o edifício não irá atrapalhar o trânsito e, se o prefeito quer mais espaço, por que então alargou a calçada do Shopping Yapoatam? Fica aqui a nossa crítica e ficaremos de olho!

domingo, 1 de janeiro de 2012

A população de Jaboatão dos Guararapes

Por James Davidson

De acordo com matéria publicada no Jornal do Commercio, no dia 18 de novembro de 2011, e baseado em dados do IBGE, o município de Jaboatão dos Guararapes tem 644.620 habitantes. Destes, cerca de 25%, habitam na orla de Piedade e Candeias, sendo esta a região mais densamente ocupada de Jaboatão. Veja a distribuição da população por bairros em Jaboatão dos Guararapes:

Candeias - 64.587
Piedade - 64.503
Cajueiro Seco - 52.535
Curado - 46.449
Guararapes - 38.985
Cavaleiro - 38677
Barra de Jangadas - 36.214
Prazeres - 35.594
Vila Rica - 29.722
Zumbi do Pacheco - 28.125
Jardim Jordão - 27.010
Muribeca - 26.147
Sucupira - 25.975
Santo Aleixo - 22.019
Marcos Freire - 20.744
Dois Carneiros - 19.647
Centro - 12.518
Vista Alegre - 10.894
Floriano - 10.724
Engenho Velho - 7.177
Santana - 5.937
Socorro - 5.753
Comportas - 2.869
Muribequinha - 1.953
Manassu - 1.689
Vargem Fria - 799
Bulhões - 156

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Engenho Macujé de Renê Montengro

Por James Davidson

Um vídeo muito bom mostrando o Engenho Macujé, pertencente ao Sr. Renê Montenegro, feito pela TV Jaboatão. Um lugar realmente maravilhoso que mostra o potencial que o patrimônio histórico possui quando bem cuidado e preservado. Vale a pena conferir!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em homenagem ao mês da Consciência Negra

Por James Davidson

Em homenagem ao mês e ao dia 20 de novembro, onde comemoramos o dia da Consciência Negra, divulgo esta foto disponível para domínio público no site da FUNDAJ. Esta foto pertence à Coleção Francisco Rodrigues e foi tirada pelo fotógrafo Alberto Henschel, no século XIX. Há muitas fotos de antigos senhores e senhoras de engenhos e de suas famílias nesta coleção, inclusive de muitos que foram donos de engenhos em Jaboatão. Mas de escravos são poucas as fotografias existentes e a única foto que consegui de um escravo de nosso município foi esta. É uma fotografia de uma escrava lavadeira do antigo Engenho Guararapes, em Muribeca. Infelizmente, não foi registrado o nome da escrava, mas essa foto deve ser a única existente de um escravo em Jaboatão. Que esta imagem fique na memória para sempre de todos jaboatonenses, pois a história dos oprimidos nem sempre é registrada e valorizada, ainda mais quando se trata de cultura afro-brasileira.

domingo, 16 de outubro de 2011

O Fundador de Jaboatão

Por James Davidson


A TV Jaboatão foi uma iniciativa inédita da atual gestão que tem contribuído na divulgação de vídeos sobre nossa cidade. Contudo, não podemos deixar passar em branco o erro lamentável sobre a história de Jaboatão dos Guararapes cometido pelo historiador Leonardo Dantas neste vídeo. Não tenho jamais a pretensão de tirar o mérito do historiador e estou longe de negar seu prestígio e reconhecimento, mas temos que admitir que ele errou num detalhe que parece insignificante, mas deveras crucial - Quem fundou Jaboatão?

Segundo o historiador Pereira da Costa em seus Anais Pernambucanos - Vl 1, no ano de 1566, o então donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Colho de Albuquerque, concede a Gaspar Alves Purgas uma sesmaria de uma légua de terras situadas na Ribeira do Jaboatão. As terras foram demarcadas em 1575, e nelas levantado o Engenho São João Batista que foi vendido a Pedro Dias da Fonseca, no ano de 1584.  Pedro Dias da Fonseca vende o engenho a Bento Luís de Figueirôa e a sua esposa, D. Maria Feijó, na data de 4 de maio de 1593.

Ainda segundo palavras de Pereira da Costa: "Já em tempos de Bento Luís de Figueirôa, nos últimos anos do século XVII, começaram a afluir para as suas terras várias pessoas com o intuito de levantar casas de moradia na parte situada entre os rios Jaboatão e Una, e na confluência deste com aquele, e concedendo ele o necessário terreno para semelhante fim, a título de aforamento perpétuo, surgindo dentro de poucos anos uma aprazível povoação, que tal incremento teve, que em 1598 recebia os foros de paróquia sob o orago de Santo Amaro, de cuja igreja matriz fora ainda ele o fundador."

Ainda diz: "Eis aí a origem da bela, aprazível e atual cidade de Jaboatão..."

Já na primeira década do século XVII, Antônio de Bulhões casa com D. Maria Feijó, a filha de Bento Luís de Figueirôa, recebendo como dote nupcial o Engenho São João Batista, que passa agora a se chamar Bulhões. Vejamos então a ordem dos primeiros proprietários do Engenho Bulhões ou São João Batista:

1°- Gaspar Alves Purgas: 1566-1584
2°- Pedro Dias da Fonseca: 1584-1593
3°- Bento Luís de Figueirôa e D.Maria Feijó: 1593-1609
4°- Antônio de Bulhões: 1609-1648

A cidade de Jaboatão foi fundada em 4 de maio de 1593, na época de Bento Luís de Figueirôa. Portanto, percebemos claramente que o fundador de Jaboatão não é outro senão Bento Luís de Figueirôa, e não Antônio de Bulhões como colocou o historiador. Também foi Bento Luís de Figueirôa quem levantou a Igreja de Santo Amaro e não o seu genro. Estas mesmas informações podem ser conferidas tanto em Pereira da Costa como em outros autores que falam de Jaboatão e de Pernambuco, como Sebastião Galvão, por exemplo.

D. Maria Feijó foi a única filha de Bento Luís de Figueirôa e, como pode ser constatado nos documentos, os  filhos desta receberam o sobrenome Bulhões. Portanto, os descendentes dos fundadores de Jaboatão possuem o sobrenome Bulhões e não Figueirôa, como às veze se credita. Daí talvez a origem do erro do historiador.

Apesar de sua importância para a cidade, Bento Luís de Figueirôa não possui nada em sua homenagem neste município. É uma pena que isto aconteça com uma figura tão importante como ele foi em sua época. Porém, este não é o único e nem o primeiro caso de desprezo e falta de reconhecimento com as pessoas que fizeram a história em Jaboatão dos Guararapes.

Onde o Brasil aprendeu a Liberdade

Onde o Brasil aprendeu a liberdade




Aprendeu-se a liberdade
Combatendo em Guararapes
Entre flechas e tacapes
Facas, fuzis e canhões
Brasileiros irmanados
Sem senhores, sem senzalas
E a Senhora dos Prazeres
Transformando pedras em balas
Bom Nassau já foi embora
Fez-se a revolução
E a Festa da Pitomba
É a reconstituição.

Jangadas ao mar
Pra buscar lagosta
Pra levar pra festa
Em Jaboatão

Vamos preparar
Lindos Mamulengos
Pra comemorar
A libertação
E lá vem Maracatu
Bumba-meu-boi, vaquejada
Cantorias e fandangos
Maculelê, marujada
Cirandeiro, Cirandeiro
Sua hora é chegada
Vem cantar esta ciranda
Pois a roda está formada
Ó Cirandeiro
Cirandeiro, Cirandeiro Ó
A pedra do teu anel
Brilha mais que o sol!

Este é o samba enredo que empolgou a multidão na passarela da Avenida Rio Branco, na cidade do Rio de Janeiro, cantado em coro pelos integrantes da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel. Composto por Martinho da Vila, em 1972, a letra é em uma linda homenagem a Festa da Pitomba, que acontece anualmente nos Montes Guararapes, em agradecimento pela vitória contra os holandeses nas duas Batalhas dos Guararapes. Martinho da Vila recebeu nesse ano o título de Cidadão Jaboatonense pela sua bela composição.

Rio Jaboatão - Poema de James Davidson

 Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar!   Jaboatão Em...