Ser ou não ser jaboatonense III

Por James Davidson

Voltando a questão do adjetivo pátrio de Jaboatão, quando muitos querem que nos chamemos jaboatanenses ou jaboatãozenses, volto a dizer que a forma correta é a consagrada pelo povo e presente no Hino Municipal: Jaboatonense!

Há quem diga, porém, que como a palavra Jaboatão termina "ão" o termo correto seria jaboatanense pois, teoricamente, a palavra deveria ser "fiel" ao seu termo de origem. Contudo, na prática não é assim. Todo mundo sabe que quem nasce no Rio Grande do Norte é potiguar, no do Sul gaúcho, em Salvador soteropolitano, no Espírito Santo capixaba e por aí vai. Ninguém questiona a exatidão destes termos, embora os mesmos não tenham nada a ver com os nomes de seus estados. Logo, não é preciso que um adjetivo pátrio seja exatamente "fiel" ao nome do local de origem.

Outra questão interessante a observar é que nem sempre quando o nome do local termina e "ão" o adjetivo pátrio correspondente tem o sufixo iniciado em "A". Exemplos: Matão -SP - matonense, São Simão -GO - simonense, Gabão - gabonense, Cantão - cantonês, Japão - japonês. Logo, por que quem nasce em Jaboatão não pode ser jaboatonense?

Comentários

Anônimo disse…
É isso aí o correto é jaboatonense e não jaboatanense!
Anônimo disse…
JaboatOnense. Este é consagrado e pode ser cientificamente e não gramaticalmente explicado. A Linguística Histórica explica que as palavras se transformam no falar dos povos, de acorodo com regras internas. Uma dessas regras chama-se acomodação fonética. A acomodação fonética foi a mesma que transformou Yapoatam (com M no final) em Jaboatão. A troca se deu do Y por J (que são fonemas semelhantes, uma vez que o J em latim e em algumas línguas modernas tem som idêntico ao do y ou do i latino), e do am por ão (troca facilmente confirmada em inpumeros exemplos na nossa língua). Do mesmo modo, por acomodação fonética o adjetivo pátrio tornou-se Jaboat-O-nense. Isso se dá por uma lei fonética, como todas as transformações na língua se dão, e não por regra gramatical. A gramática não pode exercer dompinio nem controle sobre a língua. A forma consagrada deve ser respeitada. Vejam-se os outros exemplos citados nest forum como Matão - matoense, etc. Todos obedecem à mesmíssima regra de acomodação fonética. Com todo respeito aos que querem impor a forma Jaboat-A-nense como "correta", convém levar em consideração a vontade do povo e a Ciência Linguística.

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