quarta-feira, 1 de março de 2017

Rio Tejipió

Por James Davidson


O rio Tejipió é um dos principais cursos d’água que atravessam o município do Jaboatão dos Guararapes. Localizado na região norte do município, o Rio Tejipió serve de limite entre os municípios do Recife e do Jaboatão dos Guararapes, em parte significativa de seu curso. Depois dos rios Jaboatão e Duas Unas, é o principal curso d’água do município.



O Rio Tejipió nasce nas matas do antigo Engenho Mamucaia, município de São Lourenço da Mata. Sua bacia hidrográfica abrange territórios de três municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata. O Rio Tejipió é também o 3° rio mais importante da cidade do Recife, ao lado dos rios Capibaribe e Beberibe.


Após deixar as matas da Mamucaia, o rio Tejipió penetra nas matas dos engenhos Cova de Onça e São Francisco, no bairro do Curado. O Tejipió atravessa a Br 408 quase despercebido, junto ao condomínio Alphaville, e segue pelo distrito industrial do Curado. Ali, o rio começa a receber os primeiros dejetos urbanos, oriundo principalmente do esgoto despejado em seu afluente - riacho São Francisco - que atravessa os bairros do Curado II e Curado III.



Logo após atravessar a Br 232, o Tejipió entra em uma região densamente habitada - Baixa da Colina, Alto do Céu, Totó. Ali os impactos ambientais sofridos pelo rio são mais visíveis como o assoreamento causado pelo lixo, as ocupações irregulares das margens e a poluição causada pelo esgoto doméstico.

No bairro de Coqueiral, o Rio Tejipió deixa o município do Jaboatão dos Guararapes e segue seu curso por vários bairros da Cidade do Recife. Em todo o seu curso recebe vários afluentes, muitos deles alvos dos mesmos problemas ambientais - Riacho Tejipió-mirim, São Francisco, Jangadinha, Cavalheiro, Sucupira, Jiquiá - até desaguar na bacia do Pina. No porto do Recife, o Tejipió encontra-se com o oceano, no mesmo estuário dos rios Capibaribe e Beberibe.


Por conta dos vários impactos ambientais sofrido pelo Tejipió ao longo de seu curso, a população ribeirinha sofre com as consequências. A principal delas é o transbordamento do leito do rio durante as chuvas, causando alagamentos e enchentes que se repetem todos os anos. Outro problema é a poluição que deixa a população sob o risco de várias doenças.
Como o rio serve de limite entre os dois municípios, o ideal era que houvesse uma parceria entre as duas prefeituras com a finalidade de solucionar os problemas do Rio Tejipió. É necessário que seja feito o tratamento do esgoto que verte para a bacia, como também o controle da ocupação irregular das margens, evitando as constantes invasões. Também seria preciso dragar alguns trechos já assoreados e trabalhar com a comunidade a Educação Ambiental.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Riacho Manassu

Por James Davidson


O Riacho Manassu é um dos principais afluentes do Rio Jaboatão, pela margem esquerda. É mais conhecido por atravessar o populoso bairro de Santo Aleixo, causando muitas enchentes. Seu curso posssui um total de 7,5 km de extensão, atravessando as terras dos municípios do Jaboatão dos Guararapes e São Lourenço da Mata.


A nascente do Riacho Manassu está localizada em terras do município de São Lourenço da Mata. Atravessa uma área pouco habitada, onde predominam sítios e granjas do antigo Engenho Mussaíba. Entra em terras do município do Jaboatão dos Guararapes com pouco mais de 1 km de curso, seguindo pela direção sul rumo à Mata de Manassu. Por conta disso, nesse trecho as águas do Riacho Manassu estão bastante limpas quando comparadas ao que acontecerá com este rio logo adiante.




Do Engenho Manassu, deixa o riacho a zona rural para adentrar na zona urbana. No bairro de Jardim Manassu, ainda ao norte da BR 232, o riacho já começa a sentir os efeitos impactantes das ações humanas, como a poluição, o lançamento de efluentes domésticos e o assoreamento. Também recebe por ali o Riacho Goiabeira, seu principal afluente. Nasce este último em terras do antigo Engenho Cananduba, atravessa as terras do Engenho Goiabeira até desaguar no Manassu, abaixo da Ponte da BR 232, após percorrer 3 km de curso.




O Riacho Manassu percorre um longo trecho em terras do bairro de Santo Aleixo. Ali é onde a situação é mais agravante! O Riacho foi praticamente estrangulado pelas habitações em alguns trechos. O assoreamento do curso d'água é nítido, tornando o canal fluvial cada vez mais raso, o que resulta em enchentes. Segundo os moradores locais, todos os anos o riacho transborda na época das chuvas, causando graves inundações nas ruas vizinhas. A chamada "Beira Rio" é a comunidade mais afetada e já foram realizados vários protestos pela população do bairro solicitando solução para o problema.




Após passar pela comunidade chamada Mundo Novo, o Riacho Manassu segue para o bairro da Cascata. Ali forma uma bela cachoeira que acabou batizando a localidade. O nome "Manassu" vem do tupi e significa "grande tempestade" nome dado em referência a queda d'água em virtude do fato de suas águas serem ouvidas de longe, lembrando o som de uma tempestade. Hoje, por conta da degradação que o riacho, é preciso chegar muito perto para ouví-la.


Da Cascata, o riacho passa pelo campo do Locomoção em direção ao bairro de Engenho Velho. Passa pela chamada Rua do Rio naquele bairro e pela Ponte da Viscondessa, na Avenida General Manoel Rabelo. O Riacho Manassu termina seu curso desaguando no Rio Jaboatão, atrás da UPA de Engenho Velho.


O Riacho Manassu é assim um curso d'água localizado em sua maior parte em zona urbana. Os problemas das enchentes em seu curso é ocasionado pelo assoreamento de seu leito resultante das ocupações em suas margens, do lançamento de esgoto e de lixo. Muitas alternativas de solução já foram propostas para resolver a questão, mas a falta de interesse político das autoridades sempre foi um empecilho. Uma das alternativas mais reivindicadas é a canalização do trecho urbano do Riacho, na área mais afetada pelos transbordamentos. Outra proposta é o desvio do curso para o Riacho Mussaíba, que corre dentro da Mata de Entre Rios. Acredito porém que nenhuma dessas soluções será definitiva para o problema se paralelo a isso não houver a recuperação ambiental do riacho, acompanhada do tratamento de esgoto. De nada adiantará desviar ou canalizar se o esgoto, o lixo e as invasões irregulares do leito continuarem a alimentar a raiz do problema.




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Represa de Duas Unas

Por James Davidson


A Represa de Duas Unas está localizada na porção noroeste do município do Jaboatão dos Guararapes. É o maior reservatório de água doce situado no município e o 4° maior da Região Metropolitana do Recife, atrás somente das represas de Tapacurá, Pirapama e Botafogo.



Administrado pela Compesa, a Represa de Duas Unas foi construída no ano de 1974, estando situada junto a BR 232. Seu reservatório possui capacidade de armazenar 23.548.000 m³ de água. O curso inundado do Rio Duas Unas formou um imenso lago com um espelho d'água que se estende na direção dos municípios vizinhos de Moreno e São Lourenço da Mata. 



Com a construção de Duas Unas, a antiga sede do Engenho Camassary foi inundada. Também foram inundadas as confluências dos rios Pixaó e Riacho dos Macacos, que desaguam no Duas Unas. Com isso, o lago de Duas Unas adquiriu um formato peculiar em "Y", possuindo dessa maneira três margens distintas.




Na margem leste estão as terras dos engenhos Goiabeira, Camassary e Cananduba. Ali estão vários sítios e granjas de moradores, além da Associação e resquícios de Mata Atlântica. Destaque para algumas ilhas que se conectam com as margens na época da estiagem.


Na margem sul está localizado atualmente o Conjunto Alphaville. Outrora, as terras dessa margem também pertenciam ao Engenho Camassary e ainda permanecem alguns sítios e fazendas particulares. Já a margem oeste banha terras do antigo Engenho do Mato, pertencente ao município de São Lourenço da Mata, e é dominada pelos canaviais e por algumas pequenas propriedades.


A Represa de Duas Unas encontra-se a 3 quilômetros da Cidade do Jaboatão. Apesar disso, a água é em sua maioria quase toda canalizada para o abastecimento do Recife, deixando a cidade do Jaboatão na dependência da Represa de Tapacurá. Assim, enquanto alguns bairros de Jaboatão sofrem com a falta de água, ela se encontra bem ali perto, a poucos quilômetros de distância, esperando apenas a vontade política para ser canalizada.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Jaboatao Redescoberto - O Vídeo

Por James Davidson

Depois de alguns anos meio afastado, retomo agora as atividades dessa página a todo vapor. Mais matérias interessantes sobre Jaboatão serão publicadas aqui com muitas novidades por vir.
Nos últimos 10 anos, porém, tivemos a oportunidade de percorrer diversos recantos do município, registrando os lugares mais bonitos e curiosos, denunciando os problemas existentes e lutando pela preservação do Patrimônio e do Meio Ambiente. Por isso, em homenagem a esse tempo, editei o seguinte vídeo com alguns dos lugares mais interessantes e curiosos do município do Jaboatão dos Guararapes. Obrigado a todos os leitores que acompanham a acompanharam a página durante esse tempo - esse vídeo também é em homenagem a vocês!!! Um forte abraço!!!


terça-feira, 1 de novembro de 2016

O primeiro engenho do Jaboatão

Por James Davidson

Sempre que lemos a história de Jaboatão, especialmente tratando-se dos primeiros engenhos e da fundação de Muribeca, ouve-se falar no Engenho Santo André. Diz a tradição histórica que o Engenho Santo André da Muribeca, levantado por Arnau de holanda, foi o primeiro a ser construído em terras jaboatonenses. Assim diz Pereira da Costa:

"Fevereiro 14 (1568) - Carta de sesmaria passada em Olinda pelo segundo donatário Duarte Coelho de Albuquerque, concedendo a Arnau de Holanda uma data de terra constante de uma légua em quadro, situada em Muribeca, nos limites sul de Jaboatão, mediante o ônus de três porcento sobre o açúcar que fabricasse no engenho a que ficava obrigado a levantar dentro do prazo de três anos da concessão da sesmaria, e de conveniente demarcar suas terras. O concessionário, efetivamente, cumpriu aquela clausula, levantando o Engenho Santo André, assim chamado pela invocação de sua respectiva capela."

Porém, quem andar pelas terras de Muribeca hoje em dia e procurar esse tal engenho Santo André vai ficar pasmado - quase ninguém conhece a existência de um engenho com tal denominação pelas proximidades. Os moradores locais com certeza irão falar dos engenhos Megaype de Cima e de Baixo, Capelinha, Penanduba e outros, mas "Engenho Santo André" quase ninguém conhece.

Por muito tempo pensei que seria impossível encontrar qualquer remanescente da primeira fábrica de engenho jaboatonense. Foi aí que encontrei na internet um artigo do professor José Antônio Gonsalves de Mello intitulado "O Engenho Guararapes e a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres". Nele o autor informa que em meados da década de 1950 chegou a encontrar as ruínas do Engenho Santo André, situadas às margens do Riacho Suassuna, defronte as pedreiras do Engenho Guarany. Cheguei a percorrer varias vezes as margens do referido riacho, desde a usina Jaboatão até o chamado Lote 23, sem sucesso na busca de tais ruínas citadas pelo famoso historiador.


A surpresa foi quando o pesquisador Heraldo Gonsalves, um dos colaboradores deste blog, informou-nos que conhecia as referidas ruínas e sua localização, sem contudo saber sobre o que se tratava. Foi quando então decidimos ir ao local, no ano de 2013, acompanhados do amigo Alexandre Roseno e do professor Carlos Rios. Com ajuda de moradores locais, encontramos as ruínas, justamente às margens do Riacho Suassuna, em área próxima a Lagoa Azul. Tratava-se sem dúvida das ruínas de um engenho, pois encontramos inclusive o espaço onde ficava a roda d'água que movia a fábrica, bem como alicerces, bases e muitas outros resquícios de edificações. 


O local, cercado pelo mato, parecia ter sido abandonado há muito tempo, pois tivemos dificuldades em transitar por ali. A confirmação de que se tratava do Engenho Santo André, além da referência do Riacho Suassuna, veio justamente 1 ano depois quando, consultando as antigas plantas do Arquivo Público Estadual, encontrei um antigo mapa da Freguesia da Muribeca que indicava a localização do Santo André exatamente no local que averiguamos. O mistério de sua localização havia terminado.


Infelizmente, devido a problemas técnicos com a máquina fotográfica, não foi possível evidenciar melhores imagens. Contudo, ter confirmado a existência de ruínas de um Engenho até então só conhecido através de livros foi pra mim muito gratificante. 

domingo, 9 de outubro de 2016

Matriz do Rosário da Muribeca

Por James Davidson


Localizada no Povoado de Muribeca, a Matriz do Rosário foi a primeira igreja da localidade, e também uma das mais antigas do município. Em 1598 já estava elevada à condição de matriz e sede da freguesia da Muribeca, pelo então bispo do Brasil Antônio Barreiros.


Durante o domínio holandês, a igreja foi depredada e ataque pelos invasores que, após incendiarem as casas da localidade, utilizaram o templo como quartel para as suas tropas. Como diz Diogo Lopes Santiago:
"roubaram as igrejas, fazendo de seus ricos ornamentos caparazões de seus cavalos, bebendo pelos cálices sagrados, fazendo em pedaços as imagens de Nossa Senhora e dos Santos que tanto veneramos; derrocaram muitas das nossas igrejas e fizeram de outras estrebarias de cavalos e, dos altares, donde se celebrava o sacrossanto sacrifício da missa, mangedouras; que aonde menos fizeram foi na igreja matriz de Muribeca, a qual tomaram para quartel e, por muito favor, tiraram os moradores as sagradas imagens e, depois, largaram a igreja por muito dinheiro que lhes deram, além de lhes fazerem com dispêndio de sua fazenda quartel aonde estivessem"


A primitiva Matriz do Rosário, porém, consistia numa singela ermida com dimensões bem menores que as atuais. A igreja somente veio adquirir suas presentes proporções no século XVIII. No ano de 1781 o proprietário do Engenho Santo André, Felipe Campelo reconstrói o templo que passou a possuir o tamanho e as características atuais. 



Ao longo dos anos, o templo passou por várias reformas, algumas das quais modificando as características originais. A igreja conta com nave, capela-mor, coro, púlpito, corredores laterais, sacristia, alta-mor e altares laterais. O altares possuem arco pleno e imagens de vários santos católicos, com destaque para Nossa Senhora do Rosário, padroeira do templo, e São Gonçalo, padroeiro da Igreja de São Gonçalo, atualmente em ruínas.


Na fachada Igreja do Rosário da Muribeca ainda se encontram o frontão com curvas e contra-curvas, ladeados por pináculos. As portas e janelas são de madeira emolduradas por cercaduras de pedra. A edificação, de grande volumetria, ganha destaque na rua principal da comunidade e vista de quase todo o redor. Como no passado, ainda é a sede da paróquia e freguesia da Muribeca, que no passado chegou a abranger mais de 20 capelas filiais.



A Matriz do Rosário da Muribeca está inserida no perímetro tombado do Povoado de Muribeca dos Guararapes. Por isso é protegida como bem cultural do Estado de Pernambuco e também do município do Jaboatão dos Guararapes, devendo ser por isso preservada tanto pelo poder público como pelos moradores e demais cidadães jaboatonenses.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Estação Jaboatão: 130 anos de História em abandono!

Por James Davidson


Quem chega a Jaboatão pelo metrô dá logo de cara com um marco histórico abandonado: a Estação Ferroviária de Jaboatão. Inaugurada em 25 de março de 1885, a Estação Jaboatão fazia parte da Estrada de Ferro Central de Pernambuco, uma das principais artérias ferroviárias do estado, com a finalidade de ligar o Recife com o interior. Sua construção é obra de nacionais, mas depois passou a ser administrada pelos ingleses da antiga Great Western, empresa concessionaria da ferrovia.



Encontramos no jornal Diário de Pernambuco, datado de 27 de março de 1885, a seguinte matéria (a qual publicamos somente alguns trechos):
"Ferro-via do Recife à Caruaru: Conforme fôra annunciado, da estação do Recife partiram os trens inaugurais às 9 e 11 horas da manhã e 1 hora da tarde, indo no primeiro o Exm. Sr. Presidente da Província, o Dr. Chefe de Polícia, alguns deputados provinciais, os representantes da imprensa e muitas outras pessoas gradas, além de umas vinte senhoras distinctas da nossa sociedade."
"Com excepção do último trem, que, por causa de um pequeno desarranjo na machina, chegou ao término com um atraso de 1 hora e 15 minutos, os demais fizeram o trajecto até Jaboatão sem o menor inconveniente, gastando apenas 32 minutos, e sendo todos alli, bem como na estação intermediaria de Tejipió, recebidos com as vivas demonstrações de júbilo com que no Recife foram saudadas as suas partidas. Foguetes, musicas, flores, arcos de folhagens e bandeiras nas locomotivas, nada faltou, nem mesmo as acclamações da multidão, em toda a viagem, para complemento dessa bonita festa, que poz em relevo os meritos de quantos a prepararam com um esforço e dedicação credoras de sinceros encomios e applausos."
"Logo que o primeiro trem chegou á Jaboatão, foram dalli passados diversos telegrammas de congratulações pelo auspicioso acontecimento; e em seguida foram os convidados da festa para a casa da Câmara Municipal, onde se achava preparada uma mesa, em forma de ferradura, para 80 talheres, sendo servido um profuso e delicado almoço, em cujo curso reinaram a maior harmonia e a maior cordialidade."
"Em seguida, os convidados da festa foram percorrer a cidade de Jaboatão, a ver a feira, que tem lugar às quartas feiras; voltando em pós para a estação, onde, ao som de uma banda de musica, foram dansadas algumas quadrilhas."




Vê-se pela notícia quão grande acontecimento social foi para a época a inauguração da Estação Jaboatão. E não era para menos. A chegada da Estação foi um marco, um divisor de águas para a história da cidade. Se antes dela Jaboatão não passava de um pequeno povoado, sem indústrias ou mesmo nenhum prédio significativo, além das igrejas seculares, com a ferrovia Jaboatão passou a atrair maior número de pessoas.  Além disso, a presença da Estação atraiu para a cidade, anos mais tarde, a implantação das Oficinas de trens e vagões da Great Western, o principal centro de reparos e consertos de trens do Nordeste, fazendo de Jaboatão a principal cidade ferroviária da região. A estação e as oficinas foram o motor do desenvolvimento da cidade, gerando centenas de empregos diretos indiretos e trazendo o progresso econômico para a localidade por mais de meio século.

Apesar da importância histórica para a cidade de Jaboatão, o edifício encontra-se abandonado há mais de uma década. Mesmo a proximidade do metrô e do terminal rodoviário ali existentes não foram suficientes para levar o poder público a tomar uma atitude. O local poderia ser muito bem aproveitado, por sua localização estratégica, para vários fins - Museu da Cidade, Museu Ferroviário, etc. Contudo, parece ser mais oportuno aos poderes públicos deixar 130 anos de história se acabar...


                                  

Rio Jaboatão - Poema de James Davidson

 Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar!   Jaboatão Em...