quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Venda do livro

Por James Davidson



Aos amigos e leitores interessados em adquirir algum exemplar do livro Memórias Destruídas, o mesmo estará em breve disponível nas livrarias. Estarei organizando dois relançamentos do Livro Memórias Destruídas que acontecerão em breve no Instituto Histórico de Jaboatão e na Livraria Cultura, cujas datas ainda estão indefinidas. Contudo, quem quiser receber pelos correios é sé entrar em contato comigo por e-mail para o envio dos dados bancários para depósito:

jjamessky@yahoo.com.br
jaboatao.guararapes@gmail.com

O livro está ao preço de R$ 10,00 + 5,00 de frete = R$15,00. O prazo de entrega é de uma semana, podendo variar de acordo com os correios.

OBS: Não esquecer de enviar o endereço para a entrega!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


Por James Davidson

O lançamento do livro Memórias Destruídas, ocorrido no último sábado, dia 12 de janeiro de 2013, na Casa da Cultura de Jabotão, foi um verdadeiro sucesso. O evento contou com a exposição de banners temáticos, maquetes que reproduziram alguns dos edifícios destruídos abordados no livro, exibição de um vídeo sobre o Patrimônio de Jaboatão e com palestras de pessoas especialmente convidadas. Estiveram presentes mais de trinta pessoas entre parentes, convidados, amigos, leitores do blog, funcionários da prefeitura, etc. O evento teve início com a exibição do vídeo Memórias Destruídas, em seguida teve as falas de Idalice Laurentino, Coordenadora de Patrimônio do Município, Alexandre Roseno, membro da Juventude Suassuna, do secretário de Cultura do município Prof. Isaac Luna e do autor do livro Memórias Destruídas - James Davidson. Vejamos as fotos do evento:

Discurso de Adiuza Belo (via vídeo)

Público

Nildo Barbosa - Gerente de cultura, James Davidson e o Secretário de Cultura Isaac Luna

Sessão de autográfos

Alexandre Roseno, James Davidson e sua mãe, Marilene

Amigos pousam para fotos

Participantes do evento com membros do IAHGPE em primeiro plano

James Davidson ao lado de Idalice Laurentino, coordenadora de Patrimônio

James Davidson e o novo secretário de cultura de Jaboatão - Isaac Luna

Um dos banners do evento

James Davidson ao lado de César Ramos

James Davidson e o secretário de cultura de Jaboatão, Isaac Luna

Outro banner sobre o livro

Exposição de maquetes representando os prédios destruídos de Jaboatão Autor: James Davidson

Maquete do Engenho Macujé

Maquete do Engenho Megaípe de Baixo

Conjunto de maquetes criadas por James Davidson

Exposição de maquetes sobre o livro

Quero agradecer a todos que colaboraram para a realização desse grandioso evento para a cultura de Jaboatão. Primeiramente a Deus pelo apoio incondicional nos momentos mais terríveis e difíceis. Em especial à minha família, principalmente à minha mãe Marilene, ao meu irmão Wagner, e aos meus tios Marlene e Chagas que compareceram ao evento. Também à minha esposa Paula e sua família. Ao Governo do Estado que através da Secretaria de Cultura, por meio da FUNDARPE e do FUNCULTURA que permitiram a realização dessa minha primeira obra. A Prefeitura Municipal de Jaboatão dos Guararapes que, através da Secretaria de Cultura do município cedeu o espaço da Casa da Cultura de Jaboatão, assim como todo o apoio logístico para a realização do evento como a decoração do espaço, a impressão dos banners e o lanche do final. Agradecimento especial à Idalice Laurentino, Coordenadora de Patrimônio de Jaboatão pela amizade, reconhecimento e apoio que foi o elo fundamental e indispensável para o evento, assim como à Nildo Barbosa, Gerente de Cultura. Um agradecimento especial a André Guilherme e a Clécio Bernardo que fazem a Casa da Cultura de Jaboatão pela disposição e disponibilidade nunca negada nas horas mais importantes durante a organização do evento. Um agradecimento a Hugo Henrique, linguísta que fez a revisão do livro Memórias Destruídas. Agradeço ao Instituto Histórico de Jaboatão, principalmente nas pessoas de Adiuza Belo, Jackson Viera, Zuleick Lopes, Virgínia Matos, Joaz Gomes, Eulina Maciel, entre outros pelo apoio nas pesquisas. Agradeço à Editora Cepe, na pessoa de Elissandra Santos, pelo apoio nos momentos mais difíceis. Agradeço aos que fazem a Juventude Suassuna, principalmente na pessoa de Alexandre Roseno. A todos que estiveram presentes no evento prestigiando o lançamento do meu livro como os representantes do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco, Reinaldo Carneiro Leão e Tácito Galvão, ao eterno amigo e companheiro Heraldo Pio Gonsalves, ao amigo Renê Montenegro, aos companheiros que fazem vários movimentos sociais em Jaboatão como César Ramos, Felipe Bernardo, Tairene, Pedro, Fernando, Josely e tantos outros. A vários leitores do blog que atenderam  o convite e compareceram ao evento. Enfim, infelizmente não é possível enumerar a todos e todas pela qual estou grato e que contribuíram, seja para a elaboração do livro como da elaboração do evento de lançamento. A todos eu agradeço de coração, mui grato!

James Davidson

domingo, 16 de dezembro de 2012

Lançamento do livro Memórias Destruídas

Por James Davidson

Finalmente, depois de 3 anos de espera, ocorrerá o lançamento do meu livro Memórias Destruídas. O livro que fala sobre a história da destruição do Patrimônio de Jaboatão dos Guararapes será lançado no dia 12 de Janeiro de 2013, na sede da Casa da Cultura de Jaboatão. Venho através desta postagem convidar a todos os leitores e amigos do Blog a participar da Festa de Lançamento. O evento contará com a exposição de banner sobre o Patrimônio de Jaboatão dos Guararapes, assim como a exibição de um Pequeno Curta Metragem sobre o assunto. Vejam abaixo uma prévia do vídeo:


Em breve estarei divulgando mais informações sobre o evento!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vídeo Documentário Águas do Jaboatão

Por James Davidson


Acima Vídeo Documentário Águas do Jaboatão, realizado pelo MJPOP em parceria com A Juventude Suassuna e o Jaboatão Redescoberto. Foram várias visitas em diversos trechos do Rio Jaboatão e seus afluentes, percorrendo seus 75 Quilômetros, desde sua nascente em Vitória de Santo Antão, até sua foz em Barra de Jangadas. Conversamos com moradores locais - pescadores, coletores, sitiantes e ribeirinhos - e flagramos várias atividades poluidoras e destruidoras do Meio Ambiente. Foi uma experiência maravilhosa, onde pudemos sentir na pele os momentos tanto de beleza, como de agonia do nosso rio. A relação dos moradores locais com nossa artéria fluvial também pôde ser analisada através deste documentário. Tudo em defesa do meio ambiente e do rio que deu origem à nossa cidade.

Não somente autorizamos, mas insistimos que este vídeo seja compartilhado, baixado, distribuído e divulgado em todas as mídias sociais para que seja um importante veículo de conscientização social e ambiental nas escolas, comunidades, universidades, seminários,  etc. Que os professores e atores sociais de nossas escolas e comunidades utilizem este vídeo para a Educação Ambiental em nosso município. Um agradecimento especial a Alexandre Roseno, Edson, Julie Carle, Mário César Ramos, Tathiana Cosme, Raiana Rodrigues, Torquato Silva, Walkíria Rodrigues, Joel Emídio, Pollyana Virgolino, Sr, Salatiel e para todos os outros que contribuíram de alguma forma ou de outra para a realização deste importante trabalho. Esperamos que um dia possamos ver esta triste realidade transformada e que um dia possamos beber da água do Rio Jaboatão em todos os sues trechos, não só em sua nascente!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Engenho Extintos de Jaboatão dos Guararapes

Por James Davidson

O município de Jaboatão dos Guararapes já chegou a ter 45 engenhos, isso excluindo da contagem aqueles que hoje pertencem ao município do Moreno. Apesar disso, são poucos os remanescentes que podemos encontrar destas antigas fazendas de açúcar que foram, por cerca de 400 anos, a principal atividade econômica do município. Alguns poucos ainda conservam alguma estrutura do antigo engenho, como a casa-grande, a senzala, a fábrica ou a capela. Alguns possuem apenas as casas de moradores. Outros mantém alguns desses elementos descaracterizados e alterados e, há ainda aqueles que mantém somente as ruínas, vestígios que indicam que ali existiu um engenho.

Casa grande do Engenho Megaype de Baixo

 Mas há aqueles casos em que nada praticamente sobrou à primeira vista do antigo engenho. É o caso dos engenhos Megaype de Baixo, Salgadinho, Capelinha, Cavaleiro, Engenho Velho, Conceição, São Salvador, Camassari e Santo Amarinho. São engenhos que podemos considerar extintos, pois nada é possível encontrar a primeira vista nos locais (exceto que escavações arqueológicas sejam feitas comprovando o contrário). As causas da destruição completa desses engenhos são variadas e serão avaliadas a seguir.

Local onde ficava o antigo Engenho Cavalheiro (Cavaleiro)

Alguns engenhos desapareceram como consequência da expansão urbana dos bairros da cidade. Foi o que aconteceu com os engenhos Cavalheiro (Cavaleiro), Santo Amarinho e Velho. O primeiro ficava situado onde hoje está a Praça de Cavaleiro, no entorno das ruas Severino Varejão e Padre Nóbrega. Já o Engenho Santo Amarinho ficava onde está localizado os atuais bairros do Curado II, III e IV, e existia até a construção desses loteamentos, no final da década de 1970 (A escola Cecília Brandão foi construída nessa época, quando ainda era engenho). O Engenho Velho deu origem ao bairro de mesmo nome, quando suas terras foram loteadas. Sua casa-grande ficava no chamado Alto da Viscondessa e existiu até meados da década de 1970, quando  foi destruída para a construção da Vila da Cepasa.

Antiga casa-grande do Engenho Velho -"Casa da Viscondessa"

Outros engenhos foram destruídos pela expansão dos canaviais das usinas. É prática comum de algumas usinas de cana-de-açúcar expulsar todos os moradores, destruir todos os edifícios para ter mais área para plantar. Constitui um verdadeiro absurdo sob o ponto de vista social, pois esvazia a zona rural cada vez mais e esses antigos moradores são forçados a viver sob condições adversas nas cidades, e patrimonial, pois muitas vezes a história também é destruída nesse processo. O Engenho Salgadinho é um exemplo. Nada mais resta do antigo engenho, nem mesmo as casas dos moradores é possível encontrar no local, pois foi destruído para a expansão dos canaviais da Usina Bom Jesus. Já o Engenho Capelinha parece ter desaparecido em processo semelhante.

Local do antigo Engenho Salgadinho - apenas canaviais

Outros engenhos sumiram por outros motivos. O Engenho Camassari (ou Camassary) desapareceu na década de 1970, submergido pela Represa de Duas Unas. O Engenho Megaype de Baixo teve sua casa-grande destruída em 1928, mas suas ruínas eram visíveis até pouco tempo quando foram completamente destruídas por uma rodovia (ver matéria no blog). Já no caso dos engenhos Conceição e São Salvador, suas causas constituem ainda um enigma.

Local onde ficavam as ruínas do Engenho Megaype de Baixo

Esses são os Engenhos extintos de Jaboatão dos Guararapes.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Os índios de Jaboatão

Por James Davidson


Quando se estuda história do Brasil todo mundo aprende na escola que os primeiros habitantes de nosso país foram os indígenas. Mas, no caso de Jaboatão poucas são as informações sobre as tribos e povos que ocupavam nosso território antes da colonização. As referências são poucas e não nos trazem muitos detalhes sobre a vida e as características dos primeiros jaboatonenses.

Até o presente momento, não foi encontrado nenhum sítio pré-histórico em Jaboatão dos Guararapes. Mas isto não quer dizer que eles não existam. Segundo a arqueóloga Niède Guidon, há evidências de que o Nordeste era habitado há pelos 50.000 anos e, mesmos as teorias mais pessimistas sobre a ocupação do Continente Americano, situam essa ocupação entre 20.000 e 10.000 anos antes do presente. É muito improvável que em todo este tempo nenhum grupo humano tenha deixado nenhum vestígio em nosso município.

Esta ausência deve-se, com certeza, tão somente a falta de pesquisas arqueológicas. E como a ausência de evidências não é evidência da ausência, podemos considerar a hipótese que devem existir sítios desconhecidos em Jaboatão. Há relatos antigos que, no Engenho Guarany, existiam pinturas e gravuras rupestres em enorme rochedo da região. Orlando Breno procurou incisivamente por elas e descobriu que o local exato tinha sido destruído pelas pedreiras, ainda hoje abundantes na localidade. Isso mostra que é possível a existência de sítios e registros pré-históricos nos inúmeros rochedos espalhados pela zona rural do município.

Segundo Pereira da Costa, os índios que habitavam a região ao sul de Recife, a partir dos Montes Guararapes, eram os índios Caetés, pertencentes ao grupo tupi. Estes índios foram duramente perseguidos e exterminados, a partir da década de 1560, em represália ao incidente antropofágico da qual foi vítima o Bispo do Brasil, D. Pedro Fernandes Sardinha, devorado junto com os outros tripulantes do naufrágio ocorrido próximo ao Rio São Francisco. Os Caetés habitavam todo o litoral sul de Pernambuco, até a foz do São Francisco, e eram tidos como "guerreiros, valentes, habilidosos, grandes músicos e bailadores" segundo o mesmo autor.


Esta guerra de extermínio contra os Caetés do sul da capitania, liderada por Jerônimo de Albuquerque e apoiada pela rainha de Portugal D. Catarina, durou cinco anos (1560-1565) e serviu para alargar os domínios portugueses em Pernambuco que antes "não tinham atingido, ainda, Guararapes, não ocupavam mais que o atual município do Recife". Ainda diz Bento Teixeira em sua Relação do Naufrágio de Jorge de Albuquerque, e retirada de Pereira da Costa: "Quando, porém, tomava algum forte ou aldeia dos gentios, fartava a todos com muitos porcos e galinhas, e outro muito mantimento da terra, que achava nessas aldeias". E ainda mais: "Tomando com facilidade uma aldeia após outra, conseguiu por termo a essa conquista dentro de cinco anos". Assim, foram massacrados os índios Caetés e os que sobreviveram fugiram ou foram escravizados.


A partir daí, iniciou-se a colonização das terras das "Ribeiras do Jaboatão, Pirapama, Ipojuca, Sirinhaém, etc". Os primeiros engenhos foram instalados ainda na década de 1560 e a presença dos indígenas parece ter sido banida segundo a maioria dos autores. Porém, as referências que tratam do domínio holandês em Pernambuco parecem negar a versão do extermínio completo dos índios. No ataque à Muribeca, ocorrido em 30 de Abril de 1633, quando o Engenho de D.Catarina de Albuquerque (Engenho Muribequinha) foi destruído, também foi destruída com ele uma aldeia de índios existente no local. A existência de aldeias indígenas em Muribeca durante o período colonial é uma grande possibilidade.


Não se sabe como devia ser a vida nessas aldeias, nem suas relações com os colonizadores e nem por quanto tempo duraram. Provavelmente, esses índios foram sendo absorvidas pela miscigenação com os colonizadores, perdendo suas terras com os avanços dos engenhos. Apesar disso, no século XVIII ainda existiam índios em Jaboatão. De acordo com Frei Jaboatão, em terras do Engenho Gurjaú (pertencente à Jaboatão na época) havia uma tribo de índios tapuias:


"Há notícia de que, em 1707, havia em Jaboatão uma tribo de índios, naturalmente do ramo dos tapuios. Nas margens do Rio Gurjaú, que nasce em Jaboatão e deságua no Rio Pirapama, habitava uma tribo que tinha o nome de ARAPOÁ-AÇÚ (ARAPOÁ ou IRAPOÁ é o nome de uma abelha muito comum; corruptela de IRA APUÁ, que significa mel redondo, ninho de abelhas.)."

Estes dados são os únicos encontrados sobre os primeiros jaboatonenses. Somente a realização de estudos arqueológicos no município, com um pouco de sorte, será possível ter um quadro mais completo e claro sobre os índios em Jaboatão dos Guararapes.

Rio Jaboatão - Poema de James Davidson

 Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar!   Jaboatão Em...