Durante o lançamento do meu livro Memórias Destruídas foram expostas várias maquetes representando prédios antigos de Jaboatão. São representações em várias escalas de alguns dos prédios destruídos abordados pelo livro. Foram construídas por mim especialmente para a ocasião. O material utilizado para as peças foi o isopor, em sua grande maioria reutilizado das caixas de eletrodomésticos, acompanhado por diversos tipos de papéis e outros materiais em grande parte improvisados e reutilizados para ajudar na preservação do meio ambiente. Segue abaixo as maquetes construídas:
terça-feira, 30 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Como eram as casas no Bairro das Malvinas
Por James Davidson
O bairro das Malvinas em Vista Alegre - Jaboatão Centro - possui este nome em homenagem à Guerra das Malvinas, um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido pelo controle das Ilhas Malvinas, ocorrido em 1982. Por esta época, teve início a construção do bairro pelo Projeto Cura em parceria entre a COHAB e a Prefeitura do Jaboatão, governada então pelo prefeito Geraldo Melo. Ocupando um terreno às margens do Rio Duas Unas, o loteamento foi criado para atender à população de baixa renda e as ruas receberam nomes de municípios do interior do Estado de Pernambuco. Diferente, porém, ao que ocorre hoje, as pessoas não recebiam casas completas, mas apenas "águas-furtadas", ou seja, metade de uma casa. O morador deveria construir o resto posteriormente, no terreno disponível para uma futura ampliação. Por conta disso, o lugar também era chamado de "As Casinhas" por conta do tamanho das residências. Ao longo dos anos as pessoas foram ampliando e reformando suas residências e hoje sobraram apenas duas ou três casas que conservam o modelo original. Daí que registramos ainda em tempo oportuno já que a tendência deste tipo de modelo é desaparecer!
domingo, 29 de junho de 2014
Minha Posse na Academia de Letras do Jaboatão dos Guararapes
Por James Davidson
No último dia 06 de junho foi realizada, na Câmara de Vereadores do Jaboatão dos Guararapes, a cerimônia de posse da Academia de Letras do Jaboatão dos Guararapes - ALJG. Na ocasião, tomaram posse os acadêmicos fundadores da mais nova instituição que busca o engrandecimento da terra de Benedito Cunha Melo e de tantos outros que colaboraram para que Jaboatão fosse a tão grande cidade que é atualmente. Como mais um reconhecimento pelo trabalho que tenho desenvolvido em prol desta cidade, tanto através deste espaço como pelo livro Memórias Destruídas, tomei posse como acadêmico e aqui venho divulgar com os leitores do blog as fotos do evento.
domingo, 25 de maio de 2014
Capelas de Engenho Jaboatonenses
Por James Davidson
![]() |
| Capela do Engenho Bulhões |
Casa-grande, senzala, capela e moita são os edifícios básicos de um típico engenho de cana-de-açúcar. Cada edificação cumpria uma função específica na organização do engenho, e alguns engenhos ainda conservam pelo menos um dos edifícios principais. A casa-grande cumpria o papel de residência do senhor de engenho e, geralmente, situava-se à meia encosta, em um ponto elevado onde se avistava a fábrica e a produção. Em contrapartida, a moita ou fábrica geralmente se localizava na porção mais baixa do terreno, próximo ao rio, por conta da força motriz ser movida a água. A localização da senzala no sítio variava bastante, podendo ser junto à casa-grande ou junto da fábrica, ou mesmo em outro canto do sítio, desde que não distante do mesmo. Já a capela localizava-se geralmente no topo de alguma colina próxima, nos engenhos mais antigos, ou também ao lado da casa-grande (geralmente nos engenhos do século XVIII).
![]() |
| Capela do Engenho Manassu |
A capela de engenho era mais que um simples templo religioso. Era o centro da vida social do engenho. Além de cumprir as funções religiosas básicas - missas e batizados, era a capela o local de realização das principais festas da vida cultural do engenho. Dentre estas, destaque para as festas de casamento, sempre muito movimentadas, batismos de crianças, festas natalinas, de Páscoa, São João, etc. Mas as festas mais importantes de um engenho era a Festa do Padroeiro, a Festa da Botada e a "Pêja".
| Capela do Engenho Palmeiras |
As festas de padroeiro de engenho eram das mais concorridas e importantes. Algumas seguem ocorrendo até hoje, como a de São Severino dos Ramos, em Paudalho. Outras já tiveram seus dias áureos, mas estão hoje esquecidas, como a de São Braz, e a de Santo Antônio, do Engenho Velho do Cabo. Em Jaboatão, cada engenho também tinha sua festa de padroeiro tradicional no passado, mas com a desestruturação das comunidades da maioria dos engenhos e com a destruição de muitas capelas, a maioria dessas festas não existe mais.
Os santos padroeiros, com suas respectivas festividades e capelas existentes nos engenhos de Jaboatão, eram os seguintes: Engenho Guararapes - São Simão; Engenho São Bartolomeu - São Bartolomeu; Megaype de Baixo - São Felipe e São Tiago; Megaype de Cima - N.S do Carmo; Novo da Muribeca - São José; Muribequinha - Santo Antônio; Penanduba - N.S do Rosário; Salgadinho - São Cristóvão; Secupema - Santo Antônio; Santo André - Santo André; Santana - N.S. de Santana; Engenho Socorro - N.S. do Socorro; Engenho Velho - N.S. da Guia; Suassuna - N.S da Assunção; Engenho Bulhões - São João Batista; Palmeiras - Santa Cruz; Macujé - N.S do Carmo; Camaçari - N.S. do Rosário. Dessas, capelas, subsistem apenas as capelas dos engenhos Palmeiras, Bulhões, Santana, Manassu, e Megaype de Cima (ruínas).
A Festa da Botada era outro momento importantíssimo na vida de um engenho. Marcava o início da moagem da cana e era realizada geralmente no mês de setembro. Consistia numa celebração onde se faziam todos presentes, com realização de missa por um padre-capelão. Nessa ocasião, os equipamentos do engenho eram benzidos com água benta, principalmente a moenda do engenho. Já a Festa da Peja marcava o fim do período da moagem da cana, geralmente em março ou abril, encerrando as atividades do engenho. Era uma cerimônia mais modesta e menos importante que a Botada, sendo mais comemorada pelos trabalhadores e escravos do engenho.
Toda essa festas e comemorações de engenho eram realizadas em suas capelas e fábricas e deixaram sua contribuição na cultura do brasileiro. Jaboatão, como terra açucareira desde a sua origem, também fez parte desse processo. Todavia a maioria dos engenhos estão desaparecendo por conta da falta de políticas eficazes de preservação!
| Capela em ruínas do Engenho Megaype de Cima |
A Festa da Botada era outro momento importantíssimo na vida de um engenho. Marcava o início da moagem da cana e era realizada geralmente no mês de setembro. Consistia numa celebração onde se faziam todos presentes, com realização de missa por um padre-capelão. Nessa ocasião, os equipamentos do engenho eram benzidos com água benta, principalmente a moenda do engenho. Já a Festa da Peja marcava o fim do período da moagem da cana, geralmente em março ou abril, encerrando as atividades do engenho. Era uma cerimônia mais modesta e menos importante que a Botada, sendo mais comemorada pelos trabalhadores e escravos do engenho.
| Capela do Engenho Santana |
Toda essa festas e comemorações de engenho eram realizadas em suas capelas e fábricas e deixaram sua contribuição na cultura do brasileiro. Jaboatão, como terra açucareira desde a sua origem, também fez parte desse processo. Todavia a maioria dos engenhos estão desaparecendo por conta da falta de políticas eficazes de preservação!
| Capela do Engenho Santana |
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Casas-grandes de Engenho Jaboatonenses
Por James Davidson
| Casa-grande do Engenho Penanduba |
Casa-grande é um termo que foi eternizado no Livro Casa-grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e refere-se às antigas moradias dos senhores de engenho. Junto com a capela, a fábrica e a senzala, formava o conjunto de edificações básicas de um engenho de açúcar. Porém, apesar do termo, nem sempre eram grandes casas, mesmo que existam algumas que são monumentais, como bem explica o Professor Geraldo Gomes.
| Casa-grande do Engenho São Bartolomeu - destruída |
| Casa-grande do Engenho São Bartolomeu |
A localização da casa-grande no terreno dos sítios onde se encontram as sedes dos engenhos, geralmente é situada à meia encosta, em ponto estratégico onde o senhor podia observar a produção do açúcar. Nos engenhos jaboatonenses, as casa-grandes em geral não fogem à essa regra, ficando situadas quase todas nesta mesma situação. As casas dos engenhos Rico, Muribequinha e Velho (atualmente destruídas), por exemplo, ficavam na encosta onde se observava toda o pátio e os edifícios da produção do açúcar.
![]() |
| Casa-grande do Engenho Santana |
| Casa-grande do Engenho Macujé |
Dentre os edifício tradicionais de um engenho de açúcar, a casa-grande geralmente é o que com mais facilidade é preservado. Diferente das senzalas, que por sua fragilidade construtiva dificilmente são mantidas, as casas-grandes muitas vezes são o único edifício original de muitos engenhos de Pernambuco que se preservam. No caso de Jaboatão, muitos engenhos ainda mantém suas casas-grandes - Caiongo, Megaype de Cima, Penanduba, Novo da Muribeca, Usina Muribeca, São Joaquim, Santana, Suassuna, Socorro, Mussaíba, Duas Unas, Bulhões, Caxito, Corveta, Macujé, Pedra Lavrada, Camarço e Cananduba.
![]() |
| Casa-grande do Engenho Suassuna |
![]() |
| Casa-grande do engenho Caxito |
A mais célebre casa-grande de engenhos jaboatonenses com certeza foi a do Engenho Megaype de Baixo. Construída no século XVI ou XVII, era a mais antiga casa de engenho de Pernambuco a chegar até o século XX. Porém, apesar de sua magnificência e sua importância, foi cruelmente dinamitada, em 1928, por seu proprietário. Outras casas de engenho destruídas em Jaboatão foram as dos engenhos Guararapes, onde existiu uma biblioteca visitada por D.Pedro II, Velho - sede do 1° Bal Masqué de Jaboatão, São Bartolomeu (destruída em 2010), Muribequinha, Capelinha, Salgadinho, Rico, São Salvador, Palmeiras, Camaçari, Entre Rios, Cavalheiro e Cumbe.
| Casa-grande do Engenho Megaype de Cima |
![]() |
| Casa-grande do Engenho Guarany |
A mais antiga atualmente existente é a casa-grande do Engenho Suassuna, construída em 1790 e onde funcionou a Academia Suassuna. Foi recentemente tombada pelo Estado, mas se encontra abandonada e sem uso. Outra casa igualmente importante é a do Engenho Novo da Muribeca, onde residiu o dicionarista Antônio de Moraes e Silva, autor do 1° Dicionário de Língua Portuguesa do Brasil. Também se destacam as casas dos engenhos Megaype de Cima, Penanduba, Dua Unas, Santana, Macujé e Caxito por sua beleza e arquitetura. Outras casas-grandes são bem modestas como as dos engenhos Pedra Lavrada, Caiongo e Canaduba.
| Casa-grande do Engenho Caiongo |
As casas-grandes de engenho são mais outro conjunto que integram o rico Patrimônio Histórico do Jaboatão. Sua preservação é necessária para garantir a manutenção da Memória Histórica do município, onde os antigos engenhos tiveram um papel fundamental.
| Casa-grande do Engenho Novo da Muribeca |
segunda-feira, 24 de março de 2014
Lançamento do Livro Memórias Destruída na Bienal do Livro de 2013
Por James Davidson
Abaixo vídeo sobre o Lançamento do Livro Memórias Destruídas, de minha autoria, na Bienal do Livro de 2013. veja como foi:
Agradece a todos que me honraram com a sua presença!
Abaixo vídeo sobre o Lançamento do Livro Memórias Destruídas, de minha autoria, na Bienal do Livro de 2013. veja como foi:
Agradece a todos que me honraram com a sua presença!
Assinar:
Postagens (Atom)
Rio Jaboatão - Poema de James Davidson
Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar! Jaboatão Em...
-
Por James Davidson O Bairro de Tejipió, no Recife, é um lugar pitoresco e de origem muito antiga, remontando aos tempos coloniais. Sua ...
-
Por James Davidson O antigo Engenho Suassuna corresponde, atualmente, a Usina Jaboatão, hoje desativada e em estado completo de abandono...
-
Por James Davidson Jaboatão Centro (Regional 1) foi durante muito tempo um dos locais com maior intensidade cultural do município. A épo...


.jpg)










