sábado, 16 de maio de 2009

Ser ou não ser jaboatonense: eis a questão II

Por James Davidson

Jaboatanense, jaboatonense, jaboatãoense ou jaboatãozense? Afinal, quem nasce em Jaboatão é o quê?
Existem dicionários que defendem estranhos adjetivos para quem mora em Jaboatão. Para o Aurélio, quem nasce em Jaboatão é jaboatãoense. Para o dicionário de Caldas Aulete, o correto é  jaboatanense. Para o dicionário Houaiss, quem nasce em Jaboatão é jaboatanense ou jaboatãozense. Porém, o povo de Jaboatão se autodenomina jaboatonense.

Talvez, para alguns, as formas descritas nos dicionários sejam, na verdade, as formas corretas, pois estes foram escritos por estudiosos na língua. Contudo, respeitando minha formação humanística e minha origem popular, eu sou forçado a discordar delas por diversos motivos.

Primeiro, porque estes dicionários foram escritos por pessoas de fora, que provavelmente nunca estiveram em Jaboatão para confirmar suas suposições. Foram pesquisadores apenas de gabinete, não de campo. Ora, quem escreve um dicionário tem como objetivo catalogar as palavras existentes e de uso corrente com seus respectivos significados, ao invés de criar denominações e impô-las como corretas. Assim, primeiro o povo cria as palavras que se tornam comuns e depois elas vão parar num dicionário, mas nunca o processo contrário. Ninguém insere num dicionário uma palavra que nunca é dita.

O povo de Jaboatão sempre se denominou jaboatonense. Prova disso são alguns jornais antigos chamados de "O Jaboatonense", o Clube Jaboatonense, e houve até time de futebol chamado assim! Até mesmo no Hino Municipal encontramos essa denominação!

Sendo assim, a forma mais correta de chamar o povo de Jaboatão é jaboatonense. É a forma de uso corrente e consagrada pelo povo! Nada de jaboatãoense ou jaboatãozense! O dicionário deveria respeitar a linguagem consagrada e falada pelo povo e não criar novos termos que ninguém conhece! Ninguém aqui diz "Eu sou jaboatãozense!" mas todos dizem "Somos Jaboatonenses". É um consenso popular e não há nada de errado nisto! É a voz da maioria que na verdade tem o direito de denominar-se como quiser e deve ser respeitada. Afinal, não é correto retirar o direito de quase 700 mil habitantes a favor de dois ou três especialistas que nem aqui os pés puseram. Nós somos Jaboatonenses!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ser ou não ser jaboatonense: eis a questão!

Por James Davidson



A cidade de Jaboatão dos Guararapes completa 416 anos de existência no dia 4 de maio deste ano de 2009. Fundada por Bento Luis de Figueirôa, proprietário do Engenho São João Batista (Bulhões) Jaboatão é uma das cidades mais antigas do país. Em sua homenagem fiz este texto que é na verdade uma reflexão.

Jaboatão dos Guararapes é conhecida como a cidade da Restauração por ter sido em suas terras que os luso-brasileiros venceram o invasor holandês, nas famosas Batalhas dos Guararapes. Assim, foi em Jaboatão onde nasceu o Exército Brasileiro e a identidade nacional. Mas Jaboatão não é só isso. Foi em Jaboatão que o Dr. Antonio de Moraes e Silva, no seu Engenho Novo da Muribeca, escreveu o 1° dicionário de língua portuguesa com verbetes brasileiras do nosso país. Foi no Engenho São Bartolomeu, em nosso município, que surgiu o bolo Souza Leão, patrimônio de Pernambuco e consagrado no famoso livro "Açúcar" de Gilberto Freyre. Foi nos engenhos Suassuna e Macujé onde, frequentados por Frei Caneca e outros revolucionários, que foram pensadas e planejadas as revoluções conhecidas como Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador, tão importantes para a história do Brasil. Foi em Jaboatão onde Cleto Campelo, reunindo presos e revolucionários, partiu em busca da Coluna Prestes que estava no sertão de Pernambuco, em meados da década de 20.

Jaboatão teve grande participação na Guerra dos Mascates, Conspiração dos Suassuna, Revolução Praieira, Intentona Comunista de 35, entre outros movimentos importantes e significativos para a história de Pernambuco e do Brasil. Jaboatão é a terra de Natividade Saldanha, Benedito Cunha Melo, Amélia Brandão, Francisca Isidora, Paulo Freyre, José Gomes, Frei Jaboatão, Orlando Breno, Van-van, e tantos outros contribuíram para a história, as artes e a cultura do país.

Jaboatão possui um rico patrimônio histórico composto por igrejas antigas como a do Loreto e dos Prazeres; os Montes Guararapes, etc. Possui vários engenhos seculares como o Santana, o Suassuna e o Macujé. Possui reservas Florestais significativas como as de Salgadinho, Mussaíba, Manassu, Jangadinha e Gurjaú. Praias, cachoeiras e lagoas como a Lagoa Olho D'água que é a maior do estado de Pernambuco.

Contudo, apesar de tudo isso, o povo jaboatonense não se orgulha de sua terra. É comum as pessoas que moram em Jaboatão fazer questão de dizer que são de Recife quando estão fora. Diferente de quem mora no Cabo, em Paulista e até mesmo nossa vizinha Moreno, quem mora em Jaboatão quer esconder sua identidade! É como se ser jaboatonense fosse algo vergonhoso!

É de fato compreensível ter vergonha de um lugar tão esquecido e maltratado como é Jaboatão. Porém, se não valorizarmos nossa cidade, ela dificilmente irá mudar e melhorar. A falta de identidade da população contribui para a alienação política da população e, consequentemente, para a falta de fiscalização da mesma. É preciso amar para lutar por melhorias, é preciso amar para votar corretamente, é preciso amar para recuperar o que foi perdido, é preciso amar para poder mudar a realidade. Precisamos amar Jaboatão para que nossa querida cidade venha realmente mudar.

Para amar é preciso conhecer, pois isso queridos leitores do Jaboatão Redescoberto , conheçamos nossa cidade para podermos transformá-la numa cidade melhor!

sábado, 4 de abril de 2009

Engenho Macujé - Um patrimonio histórico que está à venda

Por James Davidson




Situado em terras jaboatonenses, próximo a Colônia dos Padres Salesianos, o Sítio onde está contido o Engenho Macujé está à venda, de acordo com o seu proprietário, o Sr Renê Montenegro.


Possuindo 15 hectares de área de sítio e estando a 6 km do Centro da cidade de Jaboatão, a propriedade é um interessante Engenho de cana-de-açúcar com uma história que ultrapassa vários séculos. Fundado em meados do século XVIII, por Ignácio da Cunha, o Engenho possuia um interessante conjunto de casa-grande e capela conjugados que, infelizmente, foram demolidos em 1918.



No lugar do antigo conjunto, foi construída uma nova casa-grande em estilo eclético, com um único pavimento e ornada com belos detalhes em suas fachadas. Essa casa-grande ficou um tempo abandonada e foi recuperada há pouco tempo pelo Sr Renê Montenegro que, além de restaurar o edifício, construiu uma nova capela no local, mobiliou a antiga casa com um rico e belo acervo de móveis e outras peças históricas e criou um açude na localidade.



Toda essa história e essa riqueza agora está à venda pelo Sr Renê Montenegro. A propriedade de 15 hectares fica a apenas 6 km do Centro de Jaboatão, tendo fácil acesso pelo caminho que leva a Colônia dos Padres. Além da já citada casa-grande mobiliada com antiquários, a propriedade inclui uma capela, casa do caseiro e um campo de futebol. Para o lazer a propriedade conta também com um açude criado com autorização da CPRH, um pequeno balneário com uma fonte, nascentes de riachos, uma pequena ilhota e uma imensa área de bosque com diversas fruteiras como bananeiras, mangueiras, jaqueiras, cajazeiras, entre outras. Há ainda um bueiro do antigo engenho datado de 1918 e as ruínas do antigo conjunto da capela e casa-grande. Tudo isso pronto para a visitação com preço a combinar com o proprietário pelo fone: (81) 94183586




É a mais nova promessa na rota do turismo rural!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Colônia dos Padres Salesianos

Por James Davidson



A Colônia dos Padres Salesianos fica situada em Jaboatão Centro, nos limites entre a zona rural e a zona urbana do município, a apenas 4 km da antiga sede de Jaboatão. É um dos principais atrativos turísticos de Jaboatão dos Guararapes e, além de funcionar como seminário para os padres salesianos, está aberta à visitação de leigos, religiosos ou não, e turistas.



O que na verdade mais destaca a Colônia dos Padres Salesianos de Jaboatão é o fato dela possuir a Basílica de N.S Auxiliadora, igreja centenária e bastante peculiar por ter sido construída sobre uma imensa rocha.




Abaixo dessa rocha fica a Gruta N.S de Lourdes, uma verdadeira furna ( pequena caverna) com o busto de D.Bosco no alto. Para chegar até lá é preciso descer por uma bela escadaria que também dá acesso a via-sacra de Cristo. Mais abaixo, encontra-se uma antiga escola, a Escola São Sebastião, fundada pelos padres e hoje completamente reformada. Esta escola atende principalmente os alunos da zona rural.


A Basílica de N.S Auxiliadora é uma das únicas basílicas rurais do país. Construída no início do século XX, tudo começou com a inauguração da Escola São Sebastião, em Janeiro de 1900, em terras dos antigos lotes 82, 83, 90 e 91 da Antiga Colônia Suassuna. Em 22 de janeiro de 1905, foi lançada a 1° pedra fundamental do templo pelo bispo de Olinda D. Raimundo da Silva Brito e o Padre Lourenço Giordano. Porém, o edifício só veio a ser inaugurado com muita dificuldade em 1915, com a ajuda fundamental do Padre Antonio Vellar.


A Basílica de N.S Auxiliadora é uma belíssima igreja em estilo bizantino que destaca-se na paisagem por sua beleza, tendo também dela uma bela visão da paisagem cercada de canaviais ao redor. Sua planta é de autoria do engenheiro Domingos Delpiano e seu interior é constituído com belas colunas de cor âmbar, coro e arcadas circulares. Nela se encontra ainda os restos mortais de alguns de seus fundadores e colaboradores. O local também conta uma uma imensa área verde e para a recreação.



Quem puder conhecer e visitar a Colônia dos Padres Salesianos é só ir a Jaboatão Centro e seguir pela principal rua do bairro de Vila Rica ou pegar o ônibus "Colônia" na estação do metrô! É um local que é um orgulho para nós jaboatonenses!

Capela do Loreto

Por James Davidson



As praias de Jaboatão também são locais com muita história pra contar. Piedade, Candeias e Barra de Jangadas são locais que, assim como Muribeca e Jaboatão Centro, tiveram grande importância na história de Pernambuco. E isto vai desde a participação em movimentos revolucionários até naufrágios de navios. Mas o que mais chama a atenção são as igrejas existentes à beira-mar.


As igrejas de Piedade, do Loreto, das Candeias e de Santo Antônio da Barra correspondiam cada uma às praias de Piedade, Venda Grande, Candeias e Barra de Jangadas. Destas 4 igrejas hoje só restam 2: a Igreja do Loreto e a Igreja de Piedade.


A Igreja do Loreto fica situada na Praia de Piedade, no trecho que antes era conhecido como Venda Grande. Foi construída depois da invasão holandesa, no ano de 1660, como consta em sua fachada.


A Igreja ou Capela do Loreto foi construída em estilo maneirista e destaca-se por ser a única no estado que possui galeria lateral alpendrada. Por sua beleza e por suas características peculiares, ela foi tombada a nível estadual pela FUNDARPE assim como o terreno ao redor em que está situada.



Uma curiosidade que poucos sabem: Atrás da Igreja do Loreto existia um cemitério onde eram enterradas todas as pessoas que residiam desde o Pina até a Barra das Jangadas. Porém, na década de 80, quando foi prefeito o Sr. Fagundes de Menezes, o cemitério foi desativado e ocupado pela escola hoje existente no local.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Os engenhos judaicos de Jaboatão

Por James Davidson


As terras do Vale do Rio Jaboatão começaram a ser ocupadas a partir da década de 1560, após a expulsão dos índios caetés, os antigos moradores, e com a doação de cartas de sesmarias aos colonos. As sesmarias eram grandes extensões de terras doadas a fidalgos onde eram instaladas fazendas e engenhos de cana-de-açúcar. Os primeiros engenhos da Ribeira do Rio Jaboatão, criados nessas sesmarias, foram os engenhos Santana, Santo André, Suassuna, Guararapes, Megaype de Baixo, São João Batista, Camassari, Novo da Muribeca, Penanduba, São Bartolomeu, NS da Guia, Palmeiras, Secupema, Gurjaú-de-Cima, Gurjaú-de-Baixo, N.S da Apresentação (Moreno), N.S da Conceição (Catende), Carnijó, Muribeca, Santa Maria e D'Alinbero (Megaype de Cima). Todos esses engenhos surgiram ainda no século XVI e XVII.


Entre os colonos portugueses que instalaram engenhos em Jaboatão, havia alguns cristãos novos, judeus forçados a conversão ao catolicismo e que eram perseguidos por seguirem as tradições hebraicas. No livro "Denunciaões e confissões de Pernambuco", que fala da visita do tribunal da Inquisição a Pernambuco entre os anos de 1593 e 1595, são encontrados inúmeros casos de denúncias contra judeus, protestantes (evangélicos) e outros grupos discriminados.


Entre os engenhos onde se constata a presença judaica em Jaboatão, nessa época, destacam-se os engenhos Suassuna, Penanduba, São Bartolomeu, Camassari e Guararapes.

Engenho Guararapes: Foi fundado antes da invasão holandesa e fica situado próximo onde se encontra o bairro de Muribeca Loteamento, o cemitério velho de Prazeres e os Montes Guararapes. Foi adquirido em 1637 por Vicente Rodrigues Vila Real que derrubou as cruzes e igrejas do engenho e declarou-se judeu, casando-se com a cristão-nova Izabel de Mesquita. Morreu em 1642, passando o engenho a seu irmão, também judeu, Simão Rodrigues Vila Real.

Engenho Suassuna: Originado da sesmaria de Gaspar Alves Purgas, foram seus primeiros proprietários os irmãos cristãos-novos Diogo Soares e Fernão Soares. Chamava-se inicialmente N.S da Assunção e moeu pela 1° vez em 1587. Muitas das ocorrências citadas nas denunciações aconteceram neste engenho. Posteriormente é vendido a outras pessoas e atualmente encontra-se em ruínas, pois corresponde a Antiga Usina Jaboatão, hoje desativada.

Engenho São Bartolomeu: Pertenceu a Fernão do Vale. Ver mais detalhes na postagem sobre o mesmo.
Engenho Camassari: Situava-se ás margens do Rio Duas Unas e foi um dos engenhos mais antigos. Foi encontrado em ruínas pelos holandeses que venderam-no a Duarte Saraiva, em 1638. Este também era judeu e senhor do Engenho Velho de Beberibe. Encontra-se hoje inundado pela represa de Duas Unas.

Engenho Penanduba: Pertenceu durante o período holandês a Fernão Soares, cristão-novo e possivelmente filho do outro Fernão Soares de Suassuna. Este foi acusado de judaísmo por vários confessores durante a visita do Santo Ofício. Pertencente a freguesia de Muribeca, possui ainda hoje a casa-grande em ruínas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Os piores prefeitos que Jaboatão já teve

Por James Davidson

A cidade de Jaboatão terá em janeiro de 2009 uma nova administração que torcemos para que seja diferente das que temos tido até agora. O novo prefeito Elias Gomes terá inúmeros desafios pela frente, entre estes o de recuperar uma cidade arrasada e destruída, não por guerras ou catástrofes naturais, mas pela corrupção e descaso dos políticos. Por isso, estamos pedindo a Deus que abençoe nossa cidade e que esse quadro terrível de abandono seja mudado com a nova administração.

Em face dos ultimos escândalos, decidi fazer um resgate histórico de alguns dos piores prefeitos que Jaboatão já teve:

Aníbal Varejão (1955-1959)- Agressivo e autoritário, foi o responsável pela demolição do Antigo Paço Municipal, belo prédio da prefeitura com linhas sóbrias e erguido em 1923. Construiu o horroroso prédio da prefeitura em Jaboatão Centro e cortou as árvores da Praça Dantas Barreto, inclusive um pau-brasil! Foi muito criticado pela imprensa da época por ter mudado de local várias vezes a administração municipal. Acabou renunciando três meses antes da conclusão do mandato, assumindo o vice: Vicente Carício.
Sua impopularidade chegou ao auge em 1959, após ter assassinado o Dr Luiz Regueira da Cunha, juiz da comarca, em pleno Palácio da Justiça! Sua casa foi incendiada pela população revoltada com o fato e por isso perdeu a eleição que disputou em 1968.

Fagundes de Menezes - Único prefeito a governar o município três vezes, sofreu intervenções em todas elas, sendo substituído por interventores. Em 1969 não pôde exercer o cargo por força do AI5 (Ditadura militar). Em 1982, volta à prefeitura e é impedido dois anos depois pelo governador Roberto Magalhães. É eleito outra vez e novamente sofre intervenção em 1988 por ordem do governador Miguel Arraes. Além dos motivos políticos, as intervenções ocorreram também por causa do abandono em que a cidade se encontrava em seus mandatos.

Fernando Rodovalho (2000-2004) - Vice de Newton Carneiro, assumiu após a deposição deste em 1999. Trocou as lâmpadas da cidade e conseguiu por isso vencer as eleições do ano 2000. Depois fez uma administração inexpressiva e chegou a ser investigado pela Polícia Federal por várias suspeitas de irregularidades. Chegou a afirmar que os ataques de tubarão não eram um problema e que não havia perigo para os banhistas. Sua administração foi tão apagada que na última eleição, quando concorria para vereador, teve apenas pouco mais de 300 votos na cidade em que já tinha sido prefeito!

Newton Carneiro(1997-1999, 2005-2008) - Eleito duas vezes por causa da imagem de "bom velhinho" e de "vítima", foi o responsável pelos últimos 12 anos de descaso, abandono e retrocesso na cidade de Jaboatão. Em seu primeiro mandato, o descaso chegou a ser tão grande que nem o lixo estava sendo recolhido e a população protestou colocando lixo na prefeitura! As ruas cheias de lixo foram motivo de chacota em nível nacional! As denúncias de corrupção e de desvio de recursos acabaram levando à intervenção no município e à renúncia do prefeito.
Em 2004, ele vence nas urnas com a imagem de "vítima" e de "injustiçado", voltando à prefeitura novamente. Passou a ser acusado por muitos de ser controlado pela própria filha. Não demorou muito e as denúncias de corrupção e os escândalos logo retornaram: projetos superfaturados, obras invisíveis, gastos milionários, a indenização de 960 mil no caso Yapoatam, entre outras denúncias de irregularidades que enchiam os jornais. Quase sofreu uma intervenção no final do mandato com o escândalo da secretaria de saúde. Foi humilhado nas urnas nas últimas eleições e foi o responsável pelo fechamento do Cine Samuel Campelo e da Maternidade Rita Barradas, entre outros desmandos na sua administração (se é que podemos assim chama-la).

Rio Jaboatão - Poema de James Davidson

 Por James Davidson Jaboatão, Em tuas nascentes Fico eu a contemplar Água limpa Água Pura Difícil de imaginar!   Jaboatão Em...